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Hearthstone: 'É bom ver que todo esforço é recompensado', diz Nay sobre Arlington

Nay durante o Masters Tour Arlington de Hearthstone. Blizzard

Nayara Sylvestre, ou apenas NaySyl, saiu do Masters Tour Arlington de Hearthstone com a melhor campanha brasileira na competição. Embora não tenha chegado ao Top 8, Nay teve um recorde de cinco vitórias e quatro derrotas — seu melhor resultado em um torneio até o momento e, também, seu objetivo nesta edição.

Em entrevista para o ESPN Esports Brasil neste sábado (1), ela afirmou que sua campanha foi resultado de sua preparação intensa para Arlington. “Acho que dessa vez foi a que eu mais me preparei, então acho que acabou se pagando”, explica. “Dá pra ver que a cada Masters Tour eu fui melhorando. Pra essa, eu me preparei durante um mês, e é bom ver que todo esforço é recompensado. Dá pra ver que, se eu investir um pouquinho mais, dá pra ir até melhor”.

O caminho em Arlington, no entanto, não foi fácil. No primeiro dia de confrontos, Nay foi para o quinto jogo em todas as séries, terminando o dia com 25 partidas. Já no segundo dia, ela venceu apenas a primeira série e perdeu as quatro seguintes, totalizando 15 partidas — ou seja, 40 jogos em dois dias de competição.

Entre todas as séries, houve uma que foi mais marcante para Nay. No domingo, a jogadora enfrentou o norte-americano Jay, que se envolveu em uma polêmica recente ao falar que queria “cometer suicídio” por perder para uma garota nas últimas qualificatórias de torneio.

Além de considerar a série contra Jay emocionante por ter sido uma de “idas e vindas” — Nay abriu 2 a 0, Jay empatou, e ela venceu por 3 a 2 —, a brasileira afirmou que a vitória teve um gostinho a mais por conta dos comentários machistas do jogador.

“Quero dedicar minha vitória contra Jay para todas as garotas, para mostrar mais uma vez que podemos usar nosso cérebro para o que quisermos, principalmente para chutar algumas bundas em card games”, escreveu ela em seu Twitter.

Com o fim de sua participação em Arlington, Nay tem dois novos objetivos: ir bem no Masters Tour de Bali, no fim de março, e se classificar para o de Jönköping, na Suécia.

“Vou tentar focar o máximo possível [para Bali]. Nesse mês ainda não tem Grandmasters pra narrar, mas tem as qualificatórias pra Suécia. Vou jogar todas igual eu fiz pra cá, e é bom porque serve de treino”, aponta ela. “A gente vai sentindo o meta e a evolução dele e vai evoluindo junto. É um ponto positivo”.

*A jornalista viajou a convite da Blizzard