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CSGO: Fer e FalleN comentam Major no Brasil: "campeonato das nossas vidas"

BLAST Pro Series foi último torneio internacional disputado pelo MIBR no Brasil Leonardo Sang/BLAST Pro Series

A ESL anunciou há cerca de um mês, em dezembro de 2019, que o Rio de Janeiro sediará o primeiro Major de Counter-Strike da temporada 2020. A notícia agitou a comunidade brasileira, que esgotou o primeiro lote dos ingressos em minutos.

O primeiro time brasileiro confirmado no torneio é o MIBR, que subirá ao palco como Returning Challenger após perder o status de Legend no último Major. O time de Fer, TACO e FalleN já disputou torneios de CSGO no Brasil, mas a disputa em maio de 2020 será diferente.

Fer explica em poucas palavras o porquê. “Não é um campeonato no brasil, é um Major no Brasil”, destaca o carioca à reportagem do ESPN Esports Brasil na One Academy, em São Paulo. “E no meu estado. Eu estou representando muita coisa, porque, se não me engano, eu sou um dos únicos cariocas que compete lá fora”, afirma o jogador.

Fallen, capitão do time, completa. “Eu acho que vai ser um dos melhores campeonatos de todos os tempos”, crava. “A expectativa é construir uma evolução com o time até lá, que seja satisfatória para que a gente chegue com chance de título.”

MIBR NO MAJOR

O núcleo do MIBR foi campeão de três majors no passado, mas luta pela recuperação em 2020. “A realidade hoje no nosso time é de reconstrução”, diz Fallen.

“[É o] momento de começar novamente, com um novo projeto, e teremos vários percalços pelo caminho para que, em maio, a gente tenha nosso melhor nível. O foco é totalmente esse”, garante o capitão. “Vai ser o campeonato das nossas vidas e vamos fazer o melhor possível pra dar nosso melhor nele.”

Fer acrescenta o fator da pressão. “Estou muito feliz, lógico que vai ser um campeonato absurdo para gente. Mas eu acho que a gente não pode colocar essa pressão na gente. Por mais que seja absurdo (...), eu acho que a gente tem que tratar como se fosse [qualquer] outro campeonato. O hype tem que estar no nosso trabalho e não no campeonato em si. Estamos confiantes em trabalhar bastante para chegarmos preparados”, diz.

HISTÓRICO E EXPECTATIVAS

O jogador relembra dos campeonatos disputados em território nacional. “A gente jogou 3 campeonatos no Brasil”, relembra o jogador. “Jogamos a EPL em São Paulo, chegamos na final contra a Cloud9, e eu lembro até hoje… Era uma Overpass, estávamos tomando 13 a 2, viramos e ganhamos o primeiro mapa. Só faltava um mapa, e perdemos de virada”, narra Fer. “Aquilo marcou muito a gente, teve um impacto muito ruim ter perdido aquele campeonato”, assume.

O ídolo do MIBR afirma que o time tem “muita vontade” de ganhar um campeonato no Brasil. “A gente sabe que é difícil. Sabe que, teoricamente, com a torcida é mais fácil, mas acaba tendo pressão. Chegamos em BH [na ESL One] e mandamos bem, nosso time não estava tão sólido na época mas conseguimos um resultado bom. Depois, na BLAST [São Paulo], fizemos um fiasco, que foi perder tudo”, resgata. “Se eu for te falar a verdade, pior não tem como ser”, confessa.

Fer, no entanto, mostra-se confiante na evolução de sua equipe. “Acho que a gente tem um time bom, potencial para ganhar campeonatos. A gente precisa ser mais sólido e mais constante”, analisa.

“Tivemos muita trocas no elenco e isso vai quebrando o ritmo. Esse ponto é negativo, de ter trocado a line várias vezes. Sempre quando achamos que estamos dando um passo pra sempre, acabamos dando 2 pra trás… Se a gente começar a ter um time mais sólido, sem essas trocas de line, eu acho que a gente tem tudo para termos um bom resultado não só no major, mas em vários campeonatos”, garante.

PROPORÇÃO NO CENÁRIO BRASILEIRO

Jogador profissional e empresário de esports, Fallen comentou, também, a importância do Major no contexto econômico do cenário brasileiro. Para ele, a maioria dos outros campeonatos de Counter-Strike no país foram “motivo para showcase lá fora”: “mostrar a torcida brasileira, mostrar o quanto o povo aqui é engajado com esporte eletrônico”, diz.

“Eu acho que [o Major] não vai ser diferente. Quem está por trás é a ESL, que costuma fazer grandes torneios pelo mundo todo. Eles vão fazer um belo espetáculo aqui e tenho certeza que os jogos não vão ser diferentes, a torcida vai ser inegável. Vai ser um grande show que vai mostrar que o Brasil pode sim receber eventos desse tamanho”, crava.