A Seleção Brasileira não vai disputar a Copa do Mundo de Overwatch deste ano. O comunicado foi feito pelo Twitter oficial do time nesta terça-feira (29).
“É com muita tristeza que anunciamos a nossa retirada da Copa do Mundo de Overwatch 2016. Gostaríamos de agradecer a todas as pessoas que torceram para que conseguíssemos viajar para Los Angeles e representar o Brasil no Overwatch”, informou a publicação.
Comunicado oficial: pic.twitter.com/CLkJFtdPgv
— Team Brazil Overwatch 🇧🇷 (@TeamBrazilOW) October 29, 2019
A seleção deste ano era formada pelos jogadores Txozin, Honorato, Alemao, Ole, Liko, Murizzz e Ludwig. O elenco foi escolhido pelo comitê composto por Pokiz (gerente), Insanityz (técnico) e Portilho (mídias sociais), definido por votação pública.
Esta será a primeira vez que a Seleção Brasileira não participará da Copa do Mundo de Overwatch desde sua primeira edição, em 2016. O motivo para a desistência, segundo comentário de envolvidos, foi a dificuldade em captar recursos e patrocínios para financiar a viagem da equipe para as preliminares do torneio, além da falta de visto de alguns dos jogadores.
Na edição deste ano, a Blizzard anunciou mudanças no formato que garantiam a viagem das cinco melhores seleções no ranking mundial. Estas equipes entram na competição já na fase de grupos, a ser disputada durante a Blizzcon, enquanto as outras cinco vagas serão definidas por meio de preliminares entre o restante das nações em 31 de outubro.
No entanto, somente as 10 melhores seleções do ranking vão receber ajuda de custo da Blizzard para viajar até Anaheim, Califórnia, e disputar o torneio. Ou seja, outras seleções — incluindo o Brasil — precisam custear a viagem de sua equipe, o que acabou impossibilitando a participação de diversos países.
Argentina, Bulgária, Chile, Egito, Grécia, Israel, Kuwait, Malásia, Peru, Polônia, Romênia e Suíça também anunciaram que não estavam deixando a Copa do Mundo nas últimas semanas.
DIFICULDADES
“Essa decisão [da Blizzard] com certeza atrapalhou todas seleções que não estão no Top 10, afinal um custo aproximado de uma viagem e hospedagem para 10 membros (sete jogadores e três do comitê) não fica por menos de US$ 15 mil, e isso deve ser custeado totalmente pelo time”, explicou Pokiz ao ESPN Esports Brasil.
O gerente da seleção também afirmou que “a maior dificuldade de conseguir essa quantia é o fato que não podemos mostrar o patrocinador em nada oficial da Blizzard, desde a transmissão até na camiseta, já que a empresa tem seus próprios patrocinadores”.
Segundo Pokiz, isso tornava a tarefa de encontrar um patrocinador ainda mais árdua, já que a possível marca teria que ser mostrada em locais como redes sociais, vídeos, transmissões para uma região que não tem Overwatch como “mainstream”.
“[O jogo] não é tão acompanhado pela grande massa [no Brasil] a ponto de todos terem números grandes para valer toda essa quantia [de patrocínio]”, lamentou.
Apesar de tudo, Pokiz afirma que a Blizzard Brasil não fez parte da decisão das mudanças e não atrapalhou em nada. “Pelo contrário, ela fez o possível pra ajudar em todos os sentidos, passando vários contatos da lista deles na tentativa de conseguirmos patrocínios”, garantiu.
O ESPN Esports Brasil entrou em contato com a Blizzard na última semana para questionar as mudanças tomadas na Copa do Mundo, as dificuldades das seleções em conseguir o financiamento para disputarem as preliminares e qual será o futuro da competição, mas não obteve resposta até o momento de publicação desta matéria.
A Blizzcon acontece nesta sexta (1) e no sábado (2) e deve contar com anúncios sobre Overwatch 2 e Diablo 4, além de competições das franquias da Blizzard.
