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IDk aponta que Imperial não tem 'obrigação de passar de grupo, mas sim jogar nosso jogo' no StarSeries & i-League

iDk e Imperial vão representar o Brasil na Turquia CBCS

Por ter terminado a primeira etapa do Campeonato Brasileiro de Counter-Strike (CBCS) 2019 na primeira colocação, a Imperial recebeu o direito de disputar a oitava temporada do StarSeries & i-League, campeonato no qual a equipe brasileira entra sem a “obrigação de passar de grupo”. É o que aponta iDk em entrevista ao ESPN Esports Brasil.

“Quando se fala de Imperial enfrentando qualquer outro time que está no campeonato, somos underdog. Nossa única obrigação é jogar o nosso jogo”, afirma o jogador. IDk aponta que “o que cobramos de nós é impor o nosso ritmo e jogar o nosso jogo independente do campeonato ou de quem vamos enfrentar. Se passarmos de grupo, vai ser sensacional. Mas se não conseguirmos e jogarmos o nosso jogo, bem, voltaremos com a sensação de dever cumprido”.

De forma categórica, iDk garante que “a pressão pra gente é zero”: “Claro que vai rolar aquele frio na barriga ao enfrentar os caras que assistimos em demos, mas pressão não existe para gente”. O jogador completa que a Imperial “não cai tanto na pressão. Entramos [nas partidas] para se divertir a fim de que a gente não se cobre dentro do jogo. Sabemos das possibilidade, mas que a gente vai ter que ser divertir e fazer o nosso para ganharmos”.

Ainda na opinião de iDk, “quando você entra no campeonato que na teoria e no pensamento de qualquer pessoa você é o pior time, você acaba entrando sem pressão, acaba indo mais para se divertir, para jogar seu jogo e sentir a experiência de atuar fora do país.

A Imperial foi sorteada para começar o StarSeries & i-League pelo Grupo A, tendo que estrear contra a fnatic. IDk não acha que houve “azar” no sorteio: “Qualquer grupo desse campeonato ia ser difícil. Querendo ou não, só tem time ‘Tier’. Podemos surpreender, sim, mas é bem difícil porque o nível altíssimo”.

“Talvez possa ter sido infeliz [o sorteio]. O campeonato tem alguns times mais fracos e outros mais fortes. O nível de todos é muito parelho. É difícil falar que tivemos azar em pegar o fnatic na estreia porque poderia ter sido o MIBR, Natus Vincere. Temos que estar preparados para jogar contra todos os times”, completa.

Vencer na estreia pode significar um duelo contra o MIBR no confronto seguinte do Grupo A, caso a equipe comandada por FalleN também triunfe.

IDk garante que esse possível confronto não é a única coisa que motiva a Imperial: “A motivação não vem só de enfrentar eles, mas também vem de ganhar uma fnatic. A motivação, em si, vem de ganhar de qualquer um desse campeonato porque são times que estão na nossa frente. Ganhar deles será um grande passo na nossa jornada dentro do torneio”.

VOLTAR SENDO CAMPEÃO

Depois de quase um ano e meio competindo nos Estados Unidos vestindo a camisa do Team oNe, iDk voltou ao Brasil no final do mês passado após troca realizada entre os dois clubes, que resultou na ida de bld para o antigo time.

Para o jogador, “é muito gratificante” conseguir um título pouco após retornar. “Você chega no Brasil querendo mostrar resultado e retornar com o título é outra história. Você fica mais feliz e confiante para continuar evoluindo com o time”. IDk aproveita e fala que a “adaptação foi me tranquila. Encaixei bem com os meninos, trouxe bastante coisa para eles, que também já sabiam muito sobre o jogo”.

Questionado pelo ESPN Esports Brasil sobre foram os problemas que o fizeram voltar ao País, iDk responde que a decisão de sair do Team oNe partiu dele próprio: “Depois de morar um ano e três meses resolvi pedir para sair e retornar [ao Brasil] porque eu estava com problemas reais de saúde. Estava com problema no estômago, gastrite e tudo mais. Isso estava me prejudicando mais. O estresse diário dos treinos, viagens, estava me fazendo muito mal. Eu não estava conseguindo me alimentar direito”.

Problemas estes que, de acordo com iDk, acabou influenciando, sim, no desempenho pelo Team oNe: “Você acaba criando uma preocupação a mais que vai para dentro do jogo e acaba atrapalhando. As vezes eu não comia direito ou quando comia, vomitava. Isso acabava me deixando meio mal”.

IDk não sabe dizer se já está preparado para voltar a competir fora do País, caso a Imperial decidisse ir competir fora do Brasil: “Preciso planejar tudo isso para depois tormar alguma decisão. Creio que eu esteja muito melhor. Já não tenho nenhum dos sintomas da época da T1. Caso precise, acho que estaria pronto, sim, para voltar [a competir nos EUA]”.

NÍVEL DA IMPERIAL, CBCS E CENÁRIO BRASILEIRO

Apesar do pouco tempo dentro do time, iDk diz que gostou do que viu: “Acho o nível da Imperial alto porque são jogadores completos”. Sincero, o jogador afirma que pensou que “chegando no time e por nunca ter jogado com o dumau, um menino novo, e o tge, que eu não conseguia, não pensei que o seria tão bem estruturado, que não seriam bons. Mas depois que comecei a jogar com eles, gostei muito do estilo de todos. Todos se adaptam bem, escutam. Acho que a humildade de todos ajuda bastante na evolução deles”.

Já sobre o que viu no CBCS, iDk aponta que “alguns times possuem jogadores bons, que podem virar grandes talentos algum dia. O nível ainda não é tão alto, está evoluindo. No Brasil a gente já era conhecido por mudanças nas lines e para esse próximo split acredito que muitas equipes vão mudar também, o que vai fazer o nível cair mais um pouco. Em questão de nível tem muito o que melhorar ainda”.

Quanto ao cenário brasileiro no geral, iDk diz que, “hoje, o Brasil está dividido em dois cenários: o do Clutch e o do CBCS que, querendo ou não, tem um nível pouco mais baixo. Mas comparando há dois anos atrás, que foi quando eu saí do Brasil, acho que o nível está aumentando sim. Hoje em dia é difícil você falar que tem um time que domina tudo. A galera está no mesmo nível, qualquer time pode ganhar”.

Essa divisão no cenário, na opinião de iDk, “acaba sendo necessária porque abre espaço para mais times jogarem campeonatos, receberem mais visualizações”. O jogador aproveita para elogiar a participação a formação feminina do Black Dragons no CBCS, “uma coisa que não aconteceria no passado”.