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Buscando inclusão, streamers com deficiência física criam projeto "Juntos Somos Mais Fortes"

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Projeto "Juntos Somos Mais Fortes" busca trazer inclusão nos esports. (6:04)

Conheça a iniciativa de Victor Gabriel, Machadinho, Firmezinha e Rafinha, deficientes físicos que amam esports (6:04)

Neste domingo (4), o Encontro das Lendas, em São Paulo, sediou a apresentação de um projeto que busca mudar mais vidas dentro dos esports. O “Juntos Somos Mais Fortes” é um projeto idealizado pelos streamers Machadinho, Firmezinha, Cadeirante do CS e pelo Rafinha, da Família FPS, a fim de incluir deficientes físicos nos jogos eletrônicos.

Já conhecidos no meio dos games pelas suas transmissões e presença frequente em eventos de Counter-Strike e Rainbow Six: Siege, os quatro porta-vozes do projeto não escondem que os games mudaram suas vidas, e mostram com suas histórias que limitações físicas não são um impeditivo para a prática.

Vanessa é mãe de Rafinha, streamer de Counter-Strike que possui agnesia de membros. A doença fez com que sua mão esquerda não se desenvolvesse — mas a vontade de jogar foi muito maior do que sua limitação, e ele encontrou uma maneira de aproveitar o game apesar dela.

A mãe contou à reportagem do ESPN Esports Brasil que cuida da “burocracia” referente ao projeto. De acordo com ela, o objetivo inicial do Juntos Somos Mais Fortes é arrecadar, através de transmissões beneficentes, o necessário para doar uma “sala gamer” à Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD).

Victor Gabriel, conhecido como Cadeirante do CS, foi quem teve a ideia, e afirmou que sua intenção é incluir pessoas deficientes no meio dos esports. Para ele, o projeto vai além: “Seja você com deficiência auditiva, ou física, o que seja. Se você quer ser pro player, a gente vai te ajudar. Se você quer ser narrador, eu [também] vou ajudar”, crava o streamer.

O projeto foi bem recebido por profissionais do meio. Victor conta que o Juntos Somos Mais Fortes recebeu apoio de figuras como FalleN, TACO e outras estrelas do CS:GO: “O pessoal do MIBR praticamente inteiro, a gente conseguiu conversar. A Kenia, mãe do FalleN, também topou 100%”, revela.

Machadinho, portador de amiotrofia muscular espinhal e streamer de Rainbow Six, também está engajado na causa. “Os jogos foram muito importantes para a gente, porque sem os jogos a gente não estaria aqui hoje. Os esportes eletrônicos ensinaram muita gente a perder o medo, pra mostrar pra as pessoas quem a gente é e inspirar as pessoas”, diz.

Ele prossegue afirmando uma de suas intenções com o projeto. “Mudar a visão da sociedade, mudar os paradigmas que as pessoas tem com a deficiência. Mostrar que a gente não é coitado”, crava.

Vanessa deixa uma mensagem a outros pais. “Não tenham medo. Senta do lado do seu filho, vê o que ele tá jogando, vê o que ele quer te mostrar. A gente peca nisso. A gente acha que é uma besteira aquele joguinho, só que não é. Ele tira pessoas da depressão, faz você conhecer outras pessoas, ele faz você raciocinar… só tem coisa boa”, finaliza.