A EVO 2019 começou nesta sexta-feira e já está a todo vapor com as primeiras rodadas (pools) das nove competições oficiais do evento. Entre os mais de 14 mil de competidores inscritos, o Brasil será representado por 13 deles, e o ESPN Esports Brasil conversou com alguns para saber sobre as expectativas de disputar o maior evento de jogos de luta do mundo.
BLACKJET (SUPER SMASH BROS. ULTIMATE, UNDER NIGHT E BLAZBLUE)
BlackJet é outro jogador brasileiro que estará na EVO para disputar mais de uma modalidade. Em conversa com o ESPN Esports Brasil, ele afirmou que sua expectativa “no geral é ir e aproveitar o torneio no máximo, já que vai ser meu primeiro torneio fora do Brasil, e vai ser justamente o maior deles. Como jogador, a expectativa é criar upsets em qualquer dos jogos, quero ir lá e causar pra deixar a galera surpresa”.
O competidor afirma que BBTag e Unist são os jogos que terão as pools mais difíceis por terem menos inscritos e ser mais fácil pegar alguém bom logo de cara - diferente de Smash e seu mais de 3 mil jogadores. No entanto, BlackJet está confiante em suas habilidades no BBTag.
“Acredito sim [que consigo sair das pools], principalmente em BBTag, que é o jogo que mais tenho confiança. Acho que consigo sair das pools e continuar indo!”, diz. “No caso do Unist, não tenho muita certeza, mas vou tentar ao máximo**. E no caso do Smash o problema é a pool ser gigante, então muitas coisas podem acontecer. Mas, ainda assim, acredito que sempre tem uma chance, ainda mais em um jogo que o oponente pode literalmente se matar”.
A confiança, porém, também vem acompanhada de pressão, e BlackJet falou sobre isso. “Eu sinto um pouco de pressão, sim, mas mais pelo fato de que eu simplesmente não joguei BBTag com os brasileiros, tirando no Heaven or Hell do ano passado. Mas joguei todo dia online com as pessoas de fora que consigo e passei muitas, muitas horas em training mode para melhorar os personagens, e é daonde vem maior parte do meu reconhecimento, inclusive lá de fora”, explica.
“Eu espero poder ir bem em várias partidas para mostrar tanto para as pessoas de fora e daqui do Brasil o resultado do esforço e treino. A expectativa? Pegar top players e jogadores favoritos para ganhar o campeonato e, no mínimo, dar um susto neles”, finaliza.
** Até o momento de publicação desta matéria, BlackJet não conseguiu avançar da pool inicial em BBTag (foi por pouco!) e Unist.
LUFFY (SUPER SMASH BROS. ULTIMATE)
O carioca Luffy foi para a EVO 2019 com um único jogo em mente: Super Smash Bros. Ultimate. A vida dele e dos outros jogadores do título da Nintendo, no entanto, não será fácil, já que Smash foi o jogo com o maior número de competidores inscritos, quase alcançando a marca de 3,5 mil.
Apesar de ter em seu caminho os adversários que considera ser os melhores jogadores de Ness e Yoshi do mundo, Luffy acredita que consegue passar das segundas pools. “Meu objetivo é um Top 64, que acredito ser possível se eu jogar tudo que consigo”, crava.
Luffy também aproveitou para dar sua opinião sobre o sucesso do Ultimate nesta EVO, e se ele é relacionado ao fim da competição oficial de Melee. Para ele, este não é o caso. “Inclusive acredito que se ainda tivesse o Melee, o número de inscritos no Ultimate seria ainda maior, já que vários jogadores de Melee que não viajariam para o Ultimate estariam na EVO e acabariam jogando”, afirma.
Ele complementa: “O Smash Ultimate de fato é muito bom, e o sucesso dele se dá de uma ressaca de dois jogos decepcionantes da série seguidos, no caso o Brawl e o Smash 4”.
KEOMA (STREET FIGHTER V)
Keoma está em uma nova ascensão em sua carreira competitiva após um ápice em 2015 ao conseguir um Top 8 na Capcom Cup, seguido de uma montanha-russa e algumas pausas. Agora, morando em São Paulo e jogando toda semana em competições da comunidade, o jogador tem mais uma chance de ouro ao conseguir um patrocínio para disputar a EVO - e é um dos favoritos entre os brasileiros.
Segundo ele, suas expectativas sobre a EVO “é sempre sobre quantos vou encontrar e poder enfrentar em toda oportunidade”. Além disso, disse estar ansioso para “reencontrar tantos amigos que fiz competindo”.
Jogando na tarde desta sexta-feira, Keoma conseguiu vencer o oponente que disse ser o mais difícil de sua pool inicial, o mexicano Kusanagi, e já está garantido na próxima fase da competição. Enquanto espera seus próximos adversários, o brasileiro cita dois que gostaria de enfrentar: o Daigo ou o Tokido. “Os dois são players que realmente me inspiram, então seria bom aprender mais com eles”, afirma.
I didn't drown this year. Out of pools in winners! pic.twitter.com/RjYSV3HFrK
— Keoma @EVO2019 (@Keoma89) August 2, 2019
DIDIMOKOF (SAMURAI SHODOWN E STREET FIGHTER V)
Veterano do cenário brasileiro, Didimokof não competirá somente em Street Fighter este ano. O jogador, que recebeu um apoio do multicampeão Justin Wong no início do ano, também vai competir no recém-lançado Samurai Shodown*. Entre as duas modalidades, ele diz estar mais confiante na segunda.
“Em Street Fighter, eu pretendo sair da pool, mas não tenho muita expectativa de um Top alto pela personagem que jogo e por não ter muito tempo e pessoas para treinar”, confessa. “Já em Samurai, tenho pretensão de um Top 8 ou até ganhar”.
Sobre as expectativas gerais do torneio, Didimokof afirmou que seu maior desejo era “rever os amigos, os jogadores e curtir o momento o máximo possível”. “Como jogador, também quero fazer mais marketing e conseguir mais patrocínios”, completa.
* Até o momento de publicação desta matéria, Didimokof já passou da primeira pool de Samurai Shodown na chave superior e está no round de 32 chaves.
ZENITH (STREET FIGHTER V)
O paulista Zenith é uma das promessas brasileiras e está indo para a EVO com apenas um ano e meio de competitivo, mas com o apoio de nomes como Justin Wong e Sherry Jenix. Tirando a “pequena” pressão, o jogador contou ao ESPN Esports Brasil que está pensando na EVO em algo maior que apenas um local para competir.
“Se tem uma coisa que eu posso esperar da EVO é conseguir me conectar com jogadores da América Latina, do Japão e de outros lugares. Quero criar laços mais fortes, porque é um evento que não importa quem está indo, a galera tá indo pra fazer o melhor. O espírito de competição muito forte. Espero de verdade poder me deparar com isso, trocar experiências, ideias sobre Street Fighter e a comunidade de jogos de luta”, detalha.
Ele levanta pontos importantes sobre discussões sobre o cenário e diz que, apesar dos diferentes títulos, a base é “meio que a mesma”. “É o mind game, o condicionamento, adaptação. Não importa o jogo, tem algumas coisas que não vão mudar. Então quero trocar esse tipo de experiência, criar laços e entender o que a comunidade é de maneira global”, comenta.
Sobre sua passagem pelas pools de Street Fighter, Zenith sabe que tem oponentes fortes no caminho, mas também que tem capacidade de avançar na competição. “Acho que estou num nível que só depende de mim. Se eu perder, eu não posso colocar a culpa que o adversário era muito forte, se eu perder eu não posso colocar a culpa que eu não conhecia a matchup. Estou num nível que posso me considerar completamente responsável pelos meus resultados, mesmo que eu esteja fora do país”, crava.
