Em qualquer modalidade esportiva, seja tradicional ou eletrônica, quando um clube anuncia a chegada de um reforço, na maioria das vezes, a torcida se posiciona de forma positiva e recepciona da melhora maneira possível o novo ídolo. Mas existem os casos das contratações que dividem os torcedores, como quando o jogador é mais conhecido pelas polêmicas que carrega do que pelo o que já apresentou competindo. E foi exatamente isso que aconteceu nessa quarta-feira (15) quando a Uppercut revelou a chegada de Hy0g4 para a disputa da segunda etapa do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL).
A contratação do caçador foi contestada por uma parte da torcida da Uppercut pelas acusações que o jogador recebeu há pouco mais de dois meses de ter assediado moralmente e agredido duas ex-namoradas. O caso se tornou público quando Hy0g4 se pronunciou numa rede social quanto ao fato das mulheres que o seguiam no Twitter serem quase que instantaneamente bloqueadas pela atual companheira.
A princípio, Hy0g4 foi bastante apoiado pela comunidade, que disseram que o caçador estava vivendo num relacionamento abusivo. Contudo, a situação acabou se invertendo contra o jogador quando episódios de agressão e assédio moral começaram a ser relatados nas redes.
Por conta disso, membros da comunidade brasileira do League of Legends criticaram a Uppercut por ter contratado o caçador, com muitos afirmando que a organização estava abrigando um agressor de mulheres e, assim como o antigo time de Hy0g4, o CNB e-Sports Club, sendo conivente com o mal comportamento por parte do jogador.
Diante da repercussão negativa e os ataques sofridos, os clubes prontamente se pronunciaram sobre o caso.
O CNB declarou que a organização foi ativa "na investigação das possíveis agressões, porém provas concretas não foram apresentadas para que uma punição ao atleta fosse aplicada". O gerente Blumer, Ricardo Set, completou dizendo que "nós do CNB tentamos colher provas concretas para que nosso corpo jurídico pudesse avaliar o caso, mas nada foi apresentado pelas duas supostas vítimas"
"Nós, como clube, não podemos tomar qualquer decisão baseada em acusão do Twitter, apenas", finalizou.
Com o empréstimo do Hyoga à @Uppercutesports, queremos esclarecer que nós, sim, fomos ativos na investigação das possíveis agressões, porém, provas concretas não foram apresentadas para que uma punição ao atleta fosse aplicada. Caso necessário, tomaremos novas medidas. https://t.co/TDA4ZjLO0m
— CNB Esports Club (@cnbesc) May 15, 2019
A Uppercut seguiu o mesmo tom dizendo não ter "capacidade administrativa de correr uma investigação criminal, cabendo apenas às autoridades competentes a apuração desse caso". Mas a organização deixou claro que repudia "qualquer tipo de violência" e, "caso seja formalizada uma denúncia, tomaremos todas as medidas cabíveis".
"Não havendo uma denúncia formalizada do caso, não cabe à organização o ônus da prova de inocência do jogador. Para haver uma punição é necessário uma denúncia e provas concretas", completou a direção do Cangurú.
Repudiamos qualquer tipo de violência.
— Uppercut esports #GOUP (@Uppercutesports) May 15, 2019
Porém, não havendo uma denúncia formalizada do caso, não cabe à organização o ônus da prova de inocência do jogador.
Para haver uma punição, é necessário uma denúncia e provas concretas.+
Novamente, Hy0ga se pronunciou e voltou a negar as acusações As supostas vítimas também foram às redes sociais minimizando o tom, passando de agressão física para uma briga de conjugal.
