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"Fiz alguns errinhos bobos", confessa Kelazhur sobre eliminação precoce na WESG de Starcraft 2

Brasileiro acabou dando adeus antes da hora no WESG Daniela Rigon / ESPN Esports Brasil

Maior representante brasileiro no competitivo de Starcraft 2, Kelazhur sofreu uma eliminação precoce na fase de grupos da World Electronic Sports Games. No Grupo H da competição, o jogador acabou sofrendo derrotas custosas, amargou o quarto lugar e não avançou para a fase eliminatória.

Em entrevista para o ESPN Esports Brasil, Kelazhur explicou que não teve muito de preparação depois de jogar o Intel Extreme Masters Katowice, realizado na Polônia de 25 de fevereiro a 3 de março e no qual terminou em 37ª-44ª colocação.

“Eu tive pouco tempo entre Katowice e esse campeonato, então a maioria das estratégias que eu usei eram as que eu tinha preparado para Katowice, e não tive a oportunidade de utilizá-las melhor”, afirma.

Sobre a fase de grupos da ‘Olimpíada dos Games’, o brasileiro disse que teve oponentes fortes e que erros bobos acabaram frustrando sua participação no torneio. “A minha primeira série importante foi contra o chinês, que era o mais favorecido contra mim. Eu consegui jogar bem, mas fiz um erro bobo e acabei entregando uma partida, daí a série desandou”, lembra.

“Eu esperava ganhar de alguns jogadores, principalmente o sueco SortOf, mas ele jogou muito melhor do que eu esperava, e eu fiz uns errinhos bobos também dos quais me arrependi depois”, continua. “No final eu acabei jogando contra o russo [Rail]. Inclusive antes da partida ele veio falar que não tinha mais como eu passar, sendo que tinha, mas eu precisava ganhar de 2 a 0 dele e acabei ganhando só de 2 a 1”.

Perguntei também sobre o formato do torneio, já que o sistema escolhido pela WESG em suas modalidades não agradou todos os jogadores. Segundo Kelazhur, o formato difere de outros, nos quais é necessário duas vitórias em série para avançar ou apenas duas derrotas para ser eliminado. “Eu gosto mais deste estilo de grupo [da WESG], só acho que ele tem que ser feito com um chaveamento melhor”.

O COMPETITIVO DE STARCRAFT 2 EM 2019

Assim como outros títulos, a Blizzard anunciou algumas mudanças para o competitivo de Starcraft II em 2019. Kelazhur também comentou sobre isso, citando uma pequena onda de medo que os jogadores sentiram após saberem do fim do competitivo de Heroes of the Storm.

“O que aconteceu com o Heroes of the Storm foi bem triste de ver e ficamos até um pouco preocupado no cenário de Starcraft, mas uma coisa que a gente sabia é que está rolando meio que uma ressurgência do jogo em relação aos números de espectadores”, revela. “É um gênero muito único, né? Você não tem outros jogos de RTS que possuem um competitivo”.

Sobre as mudanças para este ano, Kelazhur explica que houve um formato novo com uma pré-temporada e também a divisão entre as competições da Europa e América. Além disso, a Blizzard anunciou que duas World Championship Series (Primavera e Verão) serão realizadas na Ucrânia em parceria com a Starladder. “Estou curioso para ver como vai ser isso”, revela o jogador.

Kelazhur conta que inclusive está se preparando para as qualificatórias da Copa América, que darão vaga na próxima WCS.

INNOVATION É O GRANDE CAMPEÃO DA WESG

Apesar de ser considerado o melhor jogador do mundo por Kelazhur, o sueco Serral não conseguiu derrotar o sul-coreano Innovation na grande final da WESG. A série foi acirrada e os jogadores disputaram os sete mapas da melhor de 7, mas Innovation conseguiu vencer o último e levar a premiação de US$ 150 mil pelo primeiro lugar por 4 a 3. Como premiação, Serral levará para casa US$ 40 mil.

A disputa pelo terceiro lugar da competição também foi realizada no domingo e ficou para o sul-coreano Maru. A oponente Scarlett começou vencendo a série melhor de 5 - incluindo uma partida de mais de uma hora -, mas perdeu de virada por 3 a 2. Maru saiu com US$ 20 mil de premiação, enquanto Scarlett ficou com US$ 10 mil.

O que os favoritos fazem de diferente, principalmente os que estão ultrapassando os coreanos. Acho que o Serral é provavelmente ainda o melhor do mundo, apesar de não ser coreano, e acho que o que ele fez certo é que tudo o que ele passou na carreira foi uma experiência para ele, ele não deixou passar em branco. Então acho que desde 2015 ele já estava ocupando o primeiro da liga ranqueada e ele só precisava de um pouco mais de experiência para transformar a habilidade dele em resultado em campeonatos. Para mim, acho que falta um pouco mais eu tomar essas lições de derrotas em campeonatos e solidificar em uma base para eu não cometer os mesmos erros nos próximos campeonatos.

* A jornalista viajou a convite da WESG.