Que 2018 não foi um bom ano para a SK Telecom, já nem é mais notícia. O time de ouro de League of Legends falhou em todos seus objetivos. Seu inferno astral começou com o fim de temporada de 2017 e desde então o time não decolou. Porém, se depender de Lee “Faker” Sang-hyeok, isso vai mudar em 2019.
Em entrevista para o Ivenglobal, Faker falou sobre seu ano e como sua paixão por LoL guiam sua vida. “quero ter um bom desempenho por mais tempo que puder. Quero saber como ser melhor nesse jogo”, disse ele. “Essa é minha ‘preocupação final’. Todas as outras preocupações são ramos que são conectadas à essa ‘preocupação final’”.
Faker também disse que, além de ter essa preocupação, outra coisa que preocupa o mid laner é sua saúde e nada mais.
Segundo o jogador, ficar de fora do mundial foi uma oportunidade de se desligar, descansar e refletir sobre seu ano. Por meses, Faker se viu como inferior e disse não sabia o que fazer para melhorar no próximo jogo. “Agora não penso mais assim. Eu acredito que depende de como você lida com isso [as derrotas]. Naquela ocasião, estava passando por um estado mental difícil por conta das nossas derrotas seguidas. Mas agora acredito que eu posso ser melhor dependendo de quanto eu me esforçar”.
Essa força de vontade de ser o melhor, de jogar em alto nível, é o que dá a Faker, mesmo em sua pior fase da carreira, o título de melhor do mundo e de manter o salário mais caros entre os jogadores profissionais de qualquer esport.
“Entre os jogadores de esports, estou ciente de que sou conhecido no mundo inteiro. Esse é provavelmente o motivo por eu ser bem pago. Com certeza isso coloca muita pressão em mim. Entretanto, isso também me motiva. Eu acredito que eu posso desempenhar para merecer isso”.
Sobre ser a peça central da SKT em 2019, Faker sabe que terá muita responsabilidade em levar o clube para posições de destaque. “Ouvi dizer que serei o capitão do time. Esse é um motivo para ser mais responsável. Eu quero definir o tom. Falando francamente, não sou uma pessoa com habilidades de liderança. Então não vou apontar a direção e liderar, simplesmente seguirei meus instintos. Acredito que isso vai criar um ambiente positivo”.
Sobre ficar na SKT, Faker disse que sua decisão foi tomada durante seu período de descanso. “Como já disse, não assinei o contrato assim que o anterior expirou. Pensei sobre minhas opções enquanto descansava. Depois de ponderar muito, escolhi a SKT”.
Faker disse que a SKT fez a melhor proposta, aquela que se encaixava com todos os seus termos e ter ficado na SKT não foi apenas por ser um time no qual ele estava apegado “Eu excluo emoções quando assino contratos”, conta. “Quando assino contratos, considero tudo antes de fazer minha decisão. Ainda que seja difícil ser racional sempre, meus sentimentos mudam de tempos em tempos. Mas de uma coisa tenho certeza: os sentimentos não estão no topo das minhas prioridades”.
Na entrevista de para o Ivenglobal Faker diz ainda que é uma pessoa extremamente competitiva. “Sou uma pessoa competitiva, não gosto de perder. Eu acho que isso pode ser algo que me motiva a continuar a trabalhar duro. Quando não consigo bons resultados eu fico preocupado com as críticas. Entretanto normalmente não ligo”.
