O Counter-Strike: Global Offensive está mais vivo do que nunca. Centenas de milhares de jogadores casuais e competidores ávidos dão, diariamente, vida ao jogo lançado pela Valve em agosto de 2012. Ainda sim, os mais desesperados insistem em sinalizar a “morte” do CS - normalmente tendo como base a quantidade de cheaters ou a popularidade de jogos battle royale.
Para agradar e enlouquecer esses, a equipe de desenvolvedores apresentou duas grandes novidades para o CS:GO na última quinta-feira: o jogo agora é grátis e há um modo à la Fortnite e PlayerUnknown’s Battlegrounds.
Dividindo opiniões, em especial quanto ao free-to-play, essa atualização significa um futuro proveitoso para o jogo e para sua esfera competitiva. Mais pessoas vão ser atingidas por aquela que é, muito provavelmente, a melhor versão de uma das mais icônicas franquias da história do videogame.
O principal motivo é que não há mais restrições para quem quer aproveitar o CS:GO. Apesar de muita gente ter jogado nas lan-houses e “conhecer de nome”, muitas outras ainda não tiveram a oportunidade de passar momentos épicos no fundo da Dust 2.
É para elas que a Valve olha agora. Sejam veteranas das lan-houses ou crianças, adolescentes, adultos ou idosos que nunca jogaram Counter-Strike. É claro que o preço, que não chegava a R$ 30, não impedia a maioria das pessoas antes, mas com certeza fez com que muita gente sequer testasse por uma partida ou duas.
O jogo se torna muito mais convidativo ao público mainstream. A ascensão dos esports expõe, rotineiramente, um público novo ao Counter-Strike. Sua presença na mídia tradicional, na TV e em todos os cantos da internet desperta curiosidade. Quando alguém zapeia pelos canais e para em uma transmissão de CS, não é difícil de entender o conceito básico do jogo e se deixar levar pelo ritmo acelerado.
Agora, para essas pessoas, basta um computador mediano (a maioria das pessoas não precisa ou liga para 300 FPS) e a vontade de colocar as mãos no jogo. Não há mais nenhum custo e você pode, sem receio, testar algo novo. O valor relativamente baixo não era o problema antes, mas a gratuidade é muito mais convidativa para os novos jogadores.
Quem é a favor da volta do serviço pago tem como forte argumento o alto número de cheaters. Bom, eles não estão errados, mas também não é como se o dinheiro investido garantisse a ausência dos batoteiros - até porque a quantidade de hacks já era exorbitante antes da atualização, como os próprios “matadores” do CS diziam.
O novo status Prime e o VAC ainda não tiveram muito tempo para se mostrar efetivos com a nova atualização, então é difícil opinar se isso trará alguma melhora imediata. A longo prazo, é natural pensar que a integração desses dois serviços vai funcionar melhor, já que teremos um número maior de jogadores e, consequentemente, mais atenção da Valve a este quesito.
Além disso, a maioria dos hacks que ainda passam pelo VAC e o anti-cheat de outras plataformas são pagos, então o investimento financeiro não é uma barreira para muitos dos que decidem por esse caminho.
O outro grande ponto da atualização, o maior para grande parte o público, é a inserção do Danger Zone. O battle royale do CS:GO finalmente chegou e ele traz uma série de mecânicas diferentes de seus principais concorrentes. Dinheiro, reféns, quantidade reduzida de jogadores - bom ou ruim, tudo isso atrai a curiosidade do público.
E daí surgem mais novos jogadores. Ou os antigos retornam. As pessoas passam a ver o CS:GO de uma maneira diferente e dão mais chances ao jogo que estava de lado ou nunca havia sido tocado por elas. O battle royale é uma febre e as pessoas querem jogá-lo, independente se ele é o melhor ou não.
Nessa onda de jogadores de Danger Zone, alguns vão ficar para os outros modos. Ou até mesmo não gostar do battle royale e ter uma experiência legal no matchmaking. É uma porta de entrada para jogadores. De nada ela subtrai, só soma.
Mais pessoas jogando, mais pessoas assistindo, mais pessoas entrando nesse mundo. Apesar de não influenciarem diretamente a esfera competitiva, a última atualização pode alavancar uma nova geração de jogadores e espectadores do CS como esports. O jogo não estava morrendo, mas com certeza ganhou um reforço na barra de HP.
