O Brasil é um dos grandes destaques das finais da 8ª temporada da ESL Pro League. Com 3 dos 16 times participantes sendo formados majoritariamente por brasileiros, a competição promete ser um dos momentos mais altos da temporada para os fãs nacionais.
A partir desta terça-feira (4), MIBR, Sharks e INTZ duelam para mostrar a força do país - que teve um 2018 apagado depois de dois anos de protagonismo no cenário internacional.
As duas primeiras, inclusive, estão na mesma chave e fazem o duelo de abertura do grupo B da competição às 11h30. As finais da Pro League têm fase de grupos disputada em formato de eliminação dupla, com a rodada inicial em md1 e o restante em md3.
Os Intrépidos, por sua vez, estão sozinhos no grupo A e encaram a Big Clan às 10h15.
A competição irá até o domingo na Sparekassen Fyn Arena, em Odense, Dinamarca. No total, US$ 750 mil serão distribuídos em prêmios.
FIM DE UM ANO AMARGO
O ano de 2018 foi um tanto quanto amargo para a MIBR. Depois de dois anos no topo do cenário internacional, com dois majors conquistados e uma série de outras taças, a equipe passou “em branco”.
Foram apenas dois títulos até aqui - Moche XL e Zotac Cup Masters -, e nenhum deles considerado de primeiro escalão. Além disso, os jogadores trocaram a SK Gaming pela MIBR e promoveram duas mudanças na escalação, com a entrada dos norte-americanos Jake “Stewie2k” Yip e Tarik “tarik” Celik.
A Pro League não é a última competição no ano, mas é a única restante que a equipe contará com força máxima. O objetivo é repetir o bom desempenho das finais da ECS, mas o grande empecilho é a Astralis, que insiste em não deixar o topo.
Só derrubar o titã dinamarquês, em plena sua casa, pode adoçar uma decepcionante ano de Gabriel “FalleN” Toledo e companhia.
UM NOVO PRIMEIRO PASSO
A espera pelo retorno de João “felps” Vasconcellos e Vito “kNg” Giuseppe ao topo foi gigante. Depois de um ano de idas e vindas com a Não Tem Como, desempenho fraco na ESL One Belo Horizonte e no minor, o time finalmente mostrou sua verdadeira face na fase online da Pro League.
A dupla, que hoje lidera a INTZ, mostrou que ainda segue atuando em alto nível. Junto deles, um trio de jovens promissores formado por Marcelo “chelo” Cespedes, João “horvy” Horvath e Alexandre “xand” Zizi.
A classificação para a decisão presencial não foi tranquila, mas a INTZ soube se impor perante aos times de médio e alto escalão dos Estados Unidos - ao mesmo tempo que construía sua identidade.
Na Dinamarca, o time terá sua primeira experiência internacional como uma unidade evoluída da NTC - um novo primeiro passo. Apesar da curta passagem pelo Brasil não ter tido o resultado esperado, não falta potencial de surpresa para os Intrépidos nas finais da Pro League.
OS TUBARÕES QUEREM MAIS
A Sharks foi uma grata surpresa na sétima temporada da Pro League. Mesmo que a campanha não tenha acabado com um resultado relevante, o time conseguiu fazer boas apresentações diante de mousesports e Cloud9 - de quem tirou um mapa.
Para os Tubarões, porém, isso é pouco. A postura adotada pelo time, que conseguiu a vaga após vencer a segunda temporada da LA League, é de que só incomodar os grandes é pouco. A vontade de fazer mais foi tema recorrente nas entrevistas pós vitória.
Com menos experiência do que os adversários, o caminho será tortuoso, mas a Sharks não é mais marinheira de primeira viagem. Apesar do formato não favorecer muito as zebras, já que só o primeiro jogo é md1, os comandados de Renato “nak” Nakano parecem dispostos e capazes de aprontar.
