<
>

"Há um ano eu assistia esses caras lá fora e agora ganhei deles", conta pancc

pancc comemora vitória durante rodada da BGC 2018. Felipe Guerra/@guerraesports

Filipe “pancc” Martins é a mais nova esperança do cenário nacional de Counter-Strike: Global Offensive. Aos poucos, o jovem jogador da W7M Gaming vai ganhando espaço e já desperta o interesse da torcida e das equipes brasileiras que atuam lá fora.

E a recém começada história de pancc ganhou um capítulo importante nesta quinta-feira, quando o jogador ajudou a W7M a conquista a Brasil Game Cup. Na decisão, durante a Brasil Game Show, ele e seus companheiros conseguiram a vitória por 3 a 2 diante da Team Wild.

Para pancc, essa triunfo tem um gosto mais do que especial.

“A sensação é indescritível, posso dizer que isso é fruto do nosso trabalho, de estar junto diariamente das 16h às 0h, de jogar 10 horas por dia. [É fruto] de perder jogos apertados e acordar no outro dia e ir ver a demo, onde erramos e não desistir nunca”, revelou o jogador em entrevista ao ESPN Esports Brasil.

“Vencer esse campeonato presencial, que é um dos maiores do Brasil no ano, é fruto do nosso trabalho e da nossa dedicação”, completou.

Além disso, pancc acredita que essa vitória vai trazer moral para o time, que tem tido um 2018 de altos e baixos até aqui. “Vencer esse campeonato acrescenta muito. Vamos ficar muito mais confiantes para jogar, o que influencia positivamente nas partidas. Você cria mais jogadas, agressiva mais e dá certo”.

O gosto especial do título tem um significado ainda maior por conta da adversária. Uma das principais equipes do Brasil, a Wild é formada por jogadores que já representaram o Brasil em torneio internacionais, como Vinicios “PKL” Coelho e Lucas “destinyy” Bullo.

“Eu sou jovem no cenário e significa muito para mim vencer esses caras. Há um ano eu assistia esses caras lá fora e agora ganhei deles”, afirmou pancc.

“Eu estava em time de Amadora [liga da Gamers Club] e assistia as demos e as transmissões deles. Eu não vejo a hora de representar o Brasil lá fora”, destacou o campeão.

A SÉRIE

Vencedoras da fase online da BGC, W7M e Wild fizeram uma final muito longa e truncada. No primeiro mapa, Train, a W7M levou a melhor por 16-10.

“Acredito que começar vencendo uma md5 é um peso muito maior nas costas do time adversário. Ninguém quer começar perdendo numa série tão cansativa. Um dos grandes fatores para vitória é o psicológico, mas é impossível você manter 100% constante durante os cinco mapas. Querendo ou não, vencer o primeiro mapa já afeta o outro time, joga a responsabilidade nas costas deles”, contou pancc.

Na sequência, a Wild respondeu com uma vitória esmagadora na Dust2, por 16-5. No terceiro mapa, a W7M retomou a vantagem no placar vencendo a Mirage por 16-14.

“A derrota na Dust2 não pesou muito para gente. Não é um mapa que a gente tem maximizado a ponto de confiarmos [na vitória]. Foi escolha deles. Depois que perdemos, nos juntamos na sala e focamos em esquecer o mapa e se concentrar na Mirage, que está na nossa zona de conforto”, explicou o jogador.

Quarto encontro da série, a Nuke ficou para a Wild por 16-8, forçando o quinto e decisivo mapa.

“A Nuke não foi bem o que a gente esperava. Imaginamos que poderíamos vencer ou pelo menos fazer um jogo mais acirrado. É um mapa que a gente treina e somos relativamente bons. Mas eles jogaram muito bem e leram nossos erros. Como estávamos com 2 a 1 [na série], isso nos deixou um pouco afobados e fomos punidos”, afirmou pancc.

Para finalizar, a Inferno começou muito pegada, mas um lado terrorista quase perfeito da W7M acarretou na vitória por 16-9 e no título.

“Na Inferno, não estávamos na frente do placar, não tivemos uma larga vantagem. As pausas táticas que tivemos foram essenciais, pois mantivemos a calma, bebemos uma água e relaxamos. O Raafa, nosso capitão, trouxe muita tranquilidade para nós e isso influencia muito”, revelou o jovem jogador.

CONFRONTO DE PESO

Apesar do título da BGC e dos R$ 20 mil no bolso, a W7M ainda tem mais dois compromissos durante a BGS, ambos no próximo sábado. Primeiro, enfrentará a Isurus Gaming na decisão do Logitech G Challenge. Na sequência, pega a MIBR em uma showmatch.

Questionado sobre a possibilidade de encarar Gabriel “FalleN” Toledo e seus companheiros, pancc não escondeu a empolgação.

“É assustador. Na moral, a oportunidade é maravilhosa”, destacou.

“Tenho certeza que vamos aprender com os caras. Acredito que eles vão querer rushar em cima da gente, fazer [rounds] estourados, mas isso não significa que não vamos aprender. Vamos tirar muito conteúdo dos caras, muitas jogadas individuais que eu sei que eles vão fazer. Vai ser incrível enfrentar cinco vencedores de major e um time top 4 do mundo”, finalizou o jogador.