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Teste para MIBR e liderança europeia: o power ranking da DH Masters Stockholm

Astralis comemora após bater a Liquid na decisão da Eleague Premier 2018. Turner

Depois de quase um mês de pausa, o Counter-Strike: Global Offensive está de volta à ativa. Na DreamHack Masters Stockholm, 16 das melhores equipes do mundo se enfrentam no último grande teste antes do Faceit London Major - o segundo mundial do ano na modalidade.

Entre elas está a brasileira MIBR, que voltou um pouco antes das rivais das férias para vencer a Zotac Cup Masters. Além de Gabriel “FalleN” Toledo e companhia, nomes como Ninjas in Pyjamas, NRG Esports e Astralis também estarão na disputa.

Mesmo que algumas dessas equipes podem esconder seus principais truques para o major, o público está ansioso para ver quem ficará com a maior parcela dos US$ 250 mil que estarão em jogo no Ericsson Globe, em Estocolmo, Suécia. A competição começa nesta quarta-feira e vai até o domingo.

O ESPN Esports Brasil preparou um power ranking para listar as 16 participantes da disputa. Confira:

16 - Grayhound Gaming

Gratisfaction, dexter, DickStacy, malta e FejtZ

Vencedora do qualificatório asiático, a Grayhound Gaming entra na competição com uma expectativa baixa. Apesar de estar se destacando no cenário local, os australianos ainda sofrem com a falta de experiência internacional, tendo disputado apenas a IEM Sydney contra times de topo.

Nem mesmo na IEM Shangai, onde enfrentou equipes de segundo escalão, a Grayhound se destacou, terminando na lanterna do grupo B. De quebra, Erdenetsogt "erkaSt" Gantulga não conseguiu o visto de entrada na Suécia e será substituído temporariamente por Kristjan "FejtZ" Allsaar. Contra os melhores do mundo em jogos md3, é difícil imaginar sucesso para os australianos.

15 - HellRaisers

ANGE1, bondik, DeadFox, ISSAA e ?.

Depois de uma ótima campanha na seletiva online, a HellRaisers garantiu vaga na DH Masters Stockholm. Mantendo a mesma escalação durante a temporada, a equipe vive um bom momento e tem conseguido bons resultados em qualificatórias e até em torneios - como o minor CIS, de onde saiu campeã.

Muito disso se dá pelo bom momento vivido por Özgür "woxic" Eker. O turco é, de longe, uma das gratas surpresas de 2018 e foi um dos nomes mais celebrados do primeiro semestre. Seus números impressionam e ele soma um rating de 1.27 em torneios presenciais ao longo do ano.

Uma pena para a HR é e que woxic deve ficar de fora da DH Masters Stockholm. Um diante antes da disputa, o turco não conseguiu seu visto de entrada na Suécia. A ausência é um golpe duro para a equipe, tanto por sua habilidade quanto pela falta de um substituto imediato - que ainda não foi definido.

A esperança agora fica nas mão de Issa "ISSAA" Murad, que é o mais efetivo quando o assunto é ajudar woxic. Com sua grande estrela, o time já sofre para vencer séries contra adversários tier 1 em torneios importantes. Sem ele, é difícil imaginar isso acontecendo.

14 - Team Heroic

MODDII, friberg, AcilioN, es3tag e mertz

A mistura de veteranos como Andreas "MODDII" Fridh e Adam "friberg" Friberg e jovens talentos como Patrick "es3tag" Hansen não tem funcionado muito bem para a Heroic. As diversas mudanças na escalação em 2018, tampouco.

Classificada via qualificatória online, a Heroic terá outra novidade na sua formação para testar na Suécia. Emprestado pela North, o awper Daniel "mertz" Mertz vai ser o estreante da vez. Além disso, a equipe também terá o debute do treinador Niko "naSu" Kovanen. Sem encontrar um quinteto ideal, os dinamarqueses fazem da DH Masters Stockholm mais um teste em busca do padrão de jogo.

13 - Ghost Gaming

Wardell, Subroza, steel, koosta e kRYSTAL

Ganhando cada vez mais corpo, a Ghost Gaming se aproveita de uma cena norte-americana a procura de um time para chamar de seu. Com a Cloud9 em decadência, a equipe tenta se aproximar do topo, de Team Liquid e NRG Esports, engrossando o currículo de participações internacionais.

A DH Masters Stockholm vai ser o terceiro evento deste porte nos últimos 70 dias. Antes, a Ghost já havia disputada a ESL One Belo Horizonte e, na última semana, foi semifinalista da Zotac Cup Masters.

O fator que complica a situação dos canadenses é a falta de entrosamento com Kevin "kRYSTAL" Amend, que chegou há 20 dias e disputou apenas um torneio presencial com a equipe. Ainda em fase de desenvolvimento, a Ghost deve fazer da estadia na Suécia mais um aprendizado, mas não pode ser deixada de lado.

12 - Gambit Esports

Dosia, AdreN, mou, Hobbit e mir

Campeã mundial há pouco mais de um ano, a Gambit Esports nunca conseguiu estabilidade. Depois de perder seu antigo capitão Danylo "Zeus" Teslenko, a equipe cazaque jamais chegou próxima de repetir o feito memorável do PGL Kraków Major.

Além da debandada de Zeus e do treinador Mykhailo "kane" Blagin, outros fatores agregam a má fase da Gambit, que coleciona resultados ruins mesmo enfrentando equipes menos experientes em lans como Windigo e Imperial, é a queda de produção de Dauren "AdreN" Kystaubayev. Grande estrela do time na conquista do major, o jogador viu seus números despencarem em 2018 e está longe da forma que o rendeu a posição 17 entre os melhores do mundo na última temporada.

Estreando o veterano Andrey “B1ad3” Gorodenskiy como treinador, a Gambit precisa recuperar AdreN se quiser voltar, ao menos, a aparecer em um ou outro campeonato.

11 - TyLoo

Mo, DD, somebody, BnTeT e xcurrate

A situação da TyLoo é bastante semelhante a da HR. Hansel "BnTeT" Ferdinand é a grande estrela e, possivelmente, o melhor jogador surgido na Ásia desde Keun-chul "solo" Kang em 2004. Assim como woxic tem ISSAA, BnTeT tem Kevin "xccurate" Susanto - em menor escala, já que o awper ainda não acumula muitas atuações relevantes como o jordano.

O que difere é a experiência em torneios presenciais, já que, com a escalação atual, a TyLoo disputou quatro torneios a mais que a equipe da região CIS, sendo três deles considerados tier 1 - IEM Katowice, DreamHack Masters Marseille e IEM Sydney 2018.

Vindo de um resultado ruim na Zotac Cup Masters, a TyLoo precisa de um bom desempenho de sua estrela - e seu principal coadjuvante -, para passar da fase de grupos na Suécia.

10 - OpTic Gaming

JUGi, Snappi, k0nfig, cajunb e gade

A mistura norte-americana e dinamarquesa da OpTic Gaming durou pouco. A equipe optou por nacionalizar o elenco e escolheu alguns dos jogadores mais promissores e talentosos da Dinamarca, uma potência do Counter-Strike. Receita perfeito, certo? Não.

Formada no final de abril, a atual escalação da OG ainda não conseguiu corresponder às expectativas. Mesmo com jogadores como Kristian “k0nfig” Wienecke e Jakob “JUGi” Hansen, a equipe disputou apenas um torneio de alto escalão - as finais da ESL Pro League -, e ficou na 7-8ª posição. Nas competições menores, os melhores resultados foram vices na DH Open Summer e no minor europeu.

Talento há de sobra no time. Falta mesmo é um resultado empolgante daquele que tem tudo para ser um dos melhores do mundo. Será que ele vem nessa semana ou a OpTic vai decepcionar mais uma vez?

9 - North

MSL, aizy, Kjaerbye, valde e niko

Se a OpTic decepciona faz alguns meses, a North decepciona há um ano e meio. Com um dos maiores investimentos do cenário, o time comandado por Mathis “MSL” Lauridsen nunca deslanchou.

Desde as tão criticadas mudanças na escalação, principalmente as saídas de k0nfig e Emil “Magisk” Reif, até a falta de títulos relevantes - a equipe venceu apenas três DH Open desde sua formação -, quase tudo é criticável na North.

A única coisa incontestável é o poder de fogo da dupla Valdemar “valde” Bjørn e Markus “kjaerbye” Kjærbye. Os dois jogadores tem se mantido como principal destaque da escalação. Só um boa atuação da dupla pode ajudar a North na estreia de Nikolaj “niko” Kristensen.

8 - Ninjas in Pyjamas

GeT_RighT, f0rest, dennis, Lekr0 e REZ

Uma das mais icônicas marcas da história do Counter-Strike tem vividos tempos difíceis. Há mais de duas temporadas sem figurar entre as melhores do mundo, a Ninjas in Pyjamas conta com o apoio do público e uma força “major” para se dar bem dentro da sua casa.

Liderada pelos incansáveis Christopher “GeT_RighT” Alesund e Patrik “f0rest” Lindberg, a equipe sueca chega a Estocolmo embalada e animada. Depois de dois longos anos da ESL One Cologne, o time finalmente vai voltar a disputar um major - torneio esse que já foi campeã uma vez e vice em quatro.

Primeira colocada no minor, ansiosa para disputar o Faceit London Major e empurrada pela força da torcida. Essa é a NiP que chega a DH Masters Stockholm. Resta saber se esses fatores serão o suficiente para uma boa campanha.

7 - Fnatic

JW, Krimz, flusha, xizt e draken

Um começo de temporada com dois títulos, a WESG e a IEM Katowice, nos fez acreditar que 2018 poderia marcar o retorno da Fnatic ao topo. Não tem sido bem assim e, mesmo com as taças, a equipe decidiu trazer Richard “Xizt” Landström e William “draken” Sundin.

Com esse quinteto, a Fnatic teve resultados interessantes nos dois torneios disputados - terminando na 5-6ª colocação na ESL One Cologne e na Eleague Premier, dois torneios recheados dos melhores times do mundo.

Agora mais entrosada, a Fnatic tem totais condições de um bom resultado jogando em seu país natal - a mesma torcida que vai empurrar a NiP tem mais chances de sucesso vibrando com a Fnatic.

6 - NRG Esports

Brehze, FugLy, CeRq, nahtE e daps

Sem muito alarde, a NRG Esports superou a Cloud9 para se tornar o time número dois dos Estados Unidos. Claro que a MIBR - levando Jake “Stewie2k” Yup e Tarik “tarik” Celik -, colaborou, mas a NRG tem seus próprios méritos.

O time tem feito um bom trabalho em transferir o desempenho online para as lans. Suas principais estrelas, Cvetelin "CeRq" Dimitrov e Ethan "nahtE" Arnold, são os mais beneficiados com isso, já que tem ganhado oportunidades presenciais bem cedo na promissora carreira.

Mesmo após decepcionar no minor americano e não conseguir vaga no Faceit London Major, a NRG segue como a grata surpresa de 2018. Campeã da IEM Shangai, a equipe chega com moral para dar trabalho na DH Masters Stockholm.

5 - MIBR

FalleN, coldzera, fer, Stewie2k e tarik

Depois de uma primeira metade do ano bem abaixo do esperado, a MIBR está na busca do caminho das vitórias e deu dois passos para isso: a contratação do treinador Janko "YNk" Paunović e o título da Zotac Cup Masters.

O primeiro preenche uma lacuna deixada há muito tempo na equipe: a de ter um treinador dedicado para cuidar das estratégias e das análises, diferente de Ricardo “dead” Sinigaglia, que tinha que acumular outras funções. Com YNk, a produtividade dos treinamentos e das pausas táticas promete ser muito maior.

Já a Zotac Cup Masters é uma faca de dois gumes. Se você vence, bem, não importa muito. Se você perde, pode desencadear uma crise ou uma pressão gigantesca. Melhor que a MIBR venceu sem contestação e foi capaz de aliviar um pouco a pressão pelas taças.

O grande teste, porém, é a DH Masters Stockholm. Houve tempo para treinar, a comunicação dá sinais de não ser mais um problema e o time chega com mais uma taça na bagagem. É um excelente teste para mostrar o que os brasileiros podem fazer ainda em 2018.

4 - mousesports

chrisJ, suNny, ropz, oskar e Snax

Assim como a NRG, a mousesports foi um time que cresceu demais em 2018. A grande diferença é que o quinteto europeu alcançou resultados palpáveis, como o título da quarta temporada da Starseries, da V4 Future Sports Festival e o vice da ESL One Belo Horizonte.

Os seis primeiros meses de sucesso, porém, não impediram a mouz de fazer uma mudança. Janusz “Snax” Pogorzelski foi contratado para o lugar de Martin “Styko” Styk poucos dias antes da ESL One Cologne.

A eliminação precoce diante da Ence no torneio não empolgou muito e foi seguida de uma saída nas semifinais da Eleague Premier para a Astralis. Agora com mais tempo de treinamento, espera-se que Snax esteja melhor inserido no plano de jogo e consiga contribuir ainda mais para uma equipe já perigosa.

Se o polonês estiver faminto novamente - algo que a gente não vê desde o ano passado -, vai ser difícil segurar a mouz.

3 - FaZe Clan

NiKo, karrigan, GuardiaN, olofmeister e rain

O time das super estrelas não vive sua melhor fase, mas nada que acontece lá é tão ruim para deixá-los longe do top 3. No primeiro semestre, a FaZe Clan provou que nem a ausência de Olof “olofmeister” Kjabjer é capaz de parar seu poder de fogo - já que a equipe faturou a IEM Sydney e a ESL One Belo Horizonte sem o sueco.

Na busca pelo Intel Grand Slam, a FaZe entra na DH Masters Stockholm com a esperança de ver um olof reabilitado, longe dos problemas pessoais que ocuparam sua cabeça e o afastaram do jogo durante a primeira metade do ano.

Se isso acontecer, e acreditamos que vai, a FaZe voltará finalmente ao seu poder máximo, que apavorou a quase todos nos últimos dois anos. Ter o sueco em plena forma pode ser a pitada que falta para destronar a Astralis.

2 - Natus Vincere

Edward, s1mple, electronic, Zeus e flamie

A Natus Vincere vivia um dilema antes da DreamHack Masters Stockholm. Por motivos desconhecidos, Egor "flamie" Vasilyev se ausentou de alguns treinos pré-competição e ficou próximo de não viajar. Deu tudo certo e a Na`Vi vem com força máxima para buscar o título.

Muito dessa força - que faturou três dos últimos quatro torneios disputados -, está nas mãos de Oleksandr "s1mple" Kostyliev. No auge de sua curta e vitoriosa carreira, o awper é indiscutivelmente o melhor jogador do ano até o presente momento e tem performado quando o necessário, embolsando quatro medalhas de MVP só no primeiro semestre.

Mais do que nunca, porém, s1mple não está sozinho. Carregar o time nas costas não seria uma novidade para ele, mas, mais do que nunca, ele tem recebido ajuda - em especial de Denis "electronic" Sharipov, que se solidificou como o principal ajudante do ucraniano.

Com s1mple imparável e um time coletivamente coerente, a Na`Vi é uma das claras favoritas para vencer. Resta saber se a equipe vai conseguir superar FaZe e Astralis - que já mostraram que podem resolver na individualidade e no jogo de equipe.

1 - Astralis

device, dupreeh, Xyp9x, gla1ve e Magisk

Quando 2018 começou com vários times diferentes ganhando torneios importantes, ninguém imaginou que teríamos uma equipe tão na frente das outras. Todos foram enganados pela Astralis.

Desde a chegada de Magisk em fevereiro, o time disputou oito campeonatos presenciais, vencendo quatro deles e abocanhando a liderança do ranking mundial da HLTV. O que impressiona não é só a quantidade de taças, mas também o jogo estratégico dos dinamarqueses, que sempre parecem estar um passo à frente dos adversários.

O exemplo de efetividade no das granadas HE foi só uma das coisas que a Astralis mostrou para essa temporada - depois de ter amargado boa parte de 2017 sem vencer nenhum título. A disciplina tática e o senso de jogo coletivo colocaram os comandados de Danny “zonic” Sørensen num patamar acima das outras 15 equipes deste ranking.

Será que alguém é capaz de parar o reinado da Astralis?