A Konami anunciou nesta segunda-feira (06) mais um parceiro para Pro Evolution Soccer 2019. Trata-se do Palmeiras, que se junta a Flamengo, Vasco da Gama e São Paulo, como clube exclusivo do jogo de futebol da Konami.
Seguindo exemplo de grandes clubes da Europa, como Barcelona e Milan, as equipes brasileiras serão melhor retratadas em PES 2019, com direito total da licença, incluindo um uniformes, jogadores e estádios. O Allianz Parque, casa palmeirense, por exemplo, também é exclusivo de PES.
As parcerias pontuais com clubes e jogadores, além de algumas ligas, é a estratégia da Konami em trazer valor ao seu game, principalmente após a perda dos direitos da Champions League para FIFA. Ter grandes nomes do futebol ao seu lado faz com que PES tenha alguns acordos interessantes e faz com que, pelo menos com as equipes parceria, o grau de fidelidade seja maior que os times que estão retratados em FIFA 19.
No entanto, o caso brasileiro e suas licenças é especial – e bastante problemático. A falta de organização e unidade entre os times brasileiros faz com que haja uma grande perda de oportunidade financeiras e de evolução para o cenário nacional.
A tão sonhada liga, assim como países onde o cenário é forte, fica apenas nos planos. A falta de visão e o sentimento egoísta que permeia seus diferentes reflete até mesmo nos videogames, já que a retratação de nosso Campeonato Brasileiro é quase parcial ou nula, muito longe do ideal.
Ao invés de conversar com uma só voz, como na Inglaterra ou Espanha, EA e Konami tem que garimpar acordos unitários com equipes. Não há uma organização que responsa por todos, que faça um acordo que agrupe todos os clubes da Série A ou B.
No lugar de vermos o “Brasileirão” na mesma condição de Premier League ou LaLiga, temos três times exclusivos em PES 2019 e uma legião de times com escalações genéricas em FIFA 19.
Assim como no caso dos direitos de transmissão para TV ou acordos comerciais, os dirigentes brasileiros querem ver antes o quanto seu time ganhará a mais que os seus concorrentes, se avaliar quanto seriam os ganhos se houvesse uma unidade entre os times.
No Brasil, incluindo nos videogames, os times se encaram como inimigos dentro e fora de campo.
