“Se você está atrás de um sonho, não importa a distância que precisa percorrer”. Foi isso que o jogador Marcos Vinicios “Vini-2k” de Sousa pensou quando viajou por mais de 13 horas dentro do Brasil para disputar a qualificatória sul-americana do PUBG Global Invitational, transmitida nos canais ESPN.
Jogador de PUBG desde o alfa, Vini faz parte da equipe No Org, que foi convidada de última hora para o torneio após as equipes Andes eSports e Pandora’s Warriors se unirem em um só time.
Em conversa com o ESPN Esports Brasil, o jogador conta que sua equipe sempre foi muito bem em torneios, sempre ficando no Top 5. Entretanto, por falta de conhecimento e treino das novas safes do jogo, tivemos a infelicidade de não nos classificarmos. Mas assim que fomos chamados como os próximos da lista, sabíamos que tínhamos chance de ter uma boa atuação”.
Morador de Wanderlândia, em Tocantins, Vini precisou “se virar nos 30” para arrumar as malas e começar uma longa viagem para São Paulo. A primeira parte da jornada foi um ônibus de seis horas até a capital do estado, Palmas. Em seguida, o jogador aguardou seis horas no aeroporto por um voo com escala para finalmente chegar em São Paulo.
O jogador afirma, no entanto, que não pensou em nenhum momento pensou em desistir. “O que me dava forças era a vontade de vencer e mostrar que aproveitaríamos a segunda chance”, garante.
Vini chegou ao evento apenas três horas antes de seu início e provou o motivo da No Org ser uma das mais conhecidas do cenário ao levar duas partidas logo no primeiro dia. Após chegar próximo do topo da tabela nos dias seguintes, o time terminou a competição em quarto lugar, mas com orgulho por conta do pouco tempo de preparação.
“Nossa preparação foram os dias antes [do torneio] que treinamos e nossa dedicação de treinarmos todos os dias, mais ou menos 8 horas por dia. Com isso, já chegamos lá preparados para o campeonato e para dar nosso melhor”, explica o jogador.
Apesar de não ter conseguido a vaga para representar a América do Sul no PGI em Berlim, Vini agradece a chance de ter participado do evento que, segundo ele, superou expectativas. “A organização foi muito boa, as maquinas eram muito boas, e ainda pudemos conhecer os amigos de jogo pessoalmente”, afirma.
Competitivo e sem medo de pegar mais algumas horas de estrada ou de vôo, o jogador explica que a No Org já está pensando no futuro: “Depois desse resultado bom, vamos nos dedicar mais para quem sabe, na próxima, conseguirmos a vitória e a classificação para ir jogar um campeonato fora do país”.
