Por conta da instabilidade mostrada na edição do Campeonato Brasileiro (CBLoL) de League of Legends que abriu a temporada, a CNB e-Sports Club não entrou na segunda etapa no leque das favoritas e, de certo modo, subestimada por parte da comunidade. Impressões estas que ficaram para trás, nesse domingo (10), após a equipe se apresentar bem na vitória sobre a Red Canids, por 2 a 0, na rodada de abertura
Lúcido, o suporte Gustavo “Baiano” Gomes afirma que o time “é muito forte” quando joga no próprio estilo e que, quando se “impõe” diante dos adversários, “entra para brigar por título”. Já quando “a gente fica meio instável, realmente caímos bastante de nível”.
Com dois jogadores para as posições de caçador e meio, cada, a CNB e-Sports Club é uma das participantes deste CBLoL que apostará no revezamento. O suporte revela que o time “tem uma metodologia nova de treino e, com mais jogadores para revezar, a gente está procurando o motivo exato para isso acontecer”.
Ainda de acordo com o jogador, isso foi mostrado já na estreia dos Blumers diante a Matilha: “hoje mesmo a gente jogou o primeiro jogo de Malzahar e o segundo de Yasuo, que são campeões que fazem o oposto dentro do jogo”. “Basicamente é isso, essa é a nossa maior força e o que a gente vem batendo muito na tecla e treinando bastante”, aponta Baiano.
SAI BRUCER, ENTRA RAKIN
O revezamento de jogadores da CNB começou já na abertura da segunda etapa do CBLoL. Na primeira partida da série melhor de três (md3), o time entrou com Bruno "Brucer" Pereira na rota do meio, enquanto Rafael "Rakin" Knittel atuou no segundo jogo. Apesar de possuírem estilos diferentes, os dois Blumers deram conta do recado e foram primordiais para a equipe estrear com o pé direito.
Segundo Baiano, "no começo a gente foi testando de tudo para ver realmente o que cada um preferia mais, mas agora que a gente está acertando as preferências de cada um para deixar tudo certo". O suporte deixa claro que todos os jogadores estão aptos a jogar da forma que a equipe precisa, mas explica que "quando um cara entra, a gente vai jogar de uma forma" e que "dependendo do draft, Rakin também pode jogar de Malzahar".
"É uma questão de preferência do jogador. Se precisar de o Rakin jogar de Malzahar, Lulu, qualquer coisa, ele vai jogar. Mas na hora ele vai perguntar 'dá para encaixar Yasuo, dá para encaixar outra coisa' e a gente vai olhar o draft para ver se dá", elucida Baiano.
META ENLOUQUECEDOR
Com a implementação do patch 8.11 o League of Legends chegou num ponto em que, praticamente, todos os campeões existentes no jogo se tornaram viáveis no competitivo, o que, na opinião de muitos, deixou tudo mais divertido porque o meta não ficou preso a determinadas escolhas, enquanto outros criticam a quebra do padrão.
Baiano concorda que o meta "está muito confuso" e acredita que "no CBLoL os times foram conservadores" diante do que viu nos treinos, onde o suporte revela que os times estavam "metendo o louco". "No treino pode testar, então tem muito pick diferente e no CBLoL a gente foi conservador nessa semana". O jogador acredita que na segunda rodada, a qual também será jogada no 8.11, pode aparecer mais coisas novas já que os participantes "vão ter mais tempo para treinar coisa nova e, aí sim, pode aparecer uma Irelia suporte", por exemplo.
E O SUPORTE ASSASSINO?
Outra pergunta que muitos esperavam a resposta é se o novo campeão, Pyke, é viável para o competitivo. O Blumer acredita que sim, mas deixa claro que não se trata de um personagem que pode ser pickado com qualquer composição
"É [um campeão] muito forte para dar roaming, mas ele precisa ter o jogo setado para si. Tem que voltar o draft para ele. Não é um campeão tipo Alistar, Braum, que você taca junto com qualquer coisa e vai dar certo", explica Baiano. De acordo com o suporte, o Pyke precisa jogar com campeões que possuam controle de grupo para "poder estourar no bot": "ele fica muito forte, mata o bot e vai andar no mapa".
ANÁLISE DA ESTREIA
A CNB estreou nessa etapa do CBLoL contra uma das equipes cotadas como favoritas ao título, a Red. Baiano vê que a equipe "jogou muito bem, conseguiu se impor", mas aponta que os adversários "foram abaixo do que eu esperava". Para o suporte, os integrantes da Matilha, "individualmente, são muito bons, mas eu senti umas incertezas no game; por exemplo, a gente dava uma chamada que era para eles darem dive, porque a jogada era deles, era da composição deles, mas eles acabaram não fazendo".
"A gente jogou bem, mas eles também não surpreenderam. Não mostraram nada. Individualmente são bons, mas na hora de fazer uma chamada decisiva de jogo perto do Barão eles estavam dando uma recuada. Então, o jogo ficou tranquilo para gente. Acho que em nenhum momento a gente se sentiu pressionado", analisa
