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Counter-Strike | Comunidade comenta momento da FURIA internacionalmente: "Disband"

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Atleta da FURIA, gabs mostra sua rotina de jogadora profissional (2:36)

A jogadora é multicampeã no cenário brasileiro de CS:GO (2:36)

Em uma das maiores movimentações do Counter-Strike nacional, a FURIA recebeu Gabriel “FalleN” e Marcelo “chelo” para completar seu elenco em uma tentativa de colocar os Panteras de novo no topo do cenário internacional. No entanto, o resultado não tem sido positivo e a equipe brasileira tem mostrado dificuldades nos campeonatos.

Como resultado, a comunidade tem mostrado sua insatisfação com as campanhas apresentadas pelo coletivo, com Alexandre “Gaules” e Michel “mch” comentando sobre o momento, além de Jaime Padua, CEO da FURIA, falando sobre possíveis mudanças no elenco.

Nesta última segunda-feira (21), o CEO da organização foi às redes sociais responder um fã da organização que comentou sobre mudanças na equipe e uma possível substituição de Nicholas “guerri” - um dos responsáveis pelo sucesso da equipe no passado. Com resultados muito abaixo do que era esperado da equipe com a chegada de FalleN e chelo, o dirigente respondeu o fã:

“O trabalho de qualquer pessoa dentro da FURIA é analisado independente de ser sócio ou não. Nem mesmo eu estou a salvo da avaliação do meu desempenho como gestor da empresa. E falando sobre o CS: todos, sem exceção, estão frustrados com os resultados. Isto vai de diretoria, jogadores, comissão técnica e demais envolvidos. Porém, o caso do CS não é tão superficial”, observa Jaime.

Colocando todos os membros da equipe de Counter-Strike em um mesmo patamar, Jaime crava ainda que as decepções e consequências das derrotas devem ser atribuídas para todas as partes que compõem o todo.

“O que é visto no servidor, é apenas a ponta do iceberg. O resultado de uma partida, em qualquer modalidade, é o conjunto de muitas variáveis. Óbvio que tática, abordagem estratégica, etc. fazem diferença, mas vai muito além disso. E o peso do resultado tem que ser dividido entre todos. Isso tira a responsabilidade do guerri? De forma alguma. Mas é injusto não dividir esse fardo com os jogadores, comissão técnica, diretoria e relacionados”, analisa.

O que a comunidade tem achado sobre a performance?

Ao longo dos quatro meses que FalleN esteve no comando da FURIA, o coletivo não conseguiu alcançar grandes resultados - com exceção do título na BGS Esports 2023, 2º lugar na Pinnacle Cup V e o 3ª-4ª colocação na Roobet Cup 2023 e BLAST Premier: Fall American Showdown 2023.

Com críticas por parte da comunidade a respeito da performance dos Panteras surgindo, grandes personalidades do cenário competitivo também foram a público se pronunciar. Gaules e mch foram dois nomes que falar sobre o momento do grupo brasileiro.

“A única coisa que me preocupa não é perder essa semifinal, eu acho que é continuar em quais condições que a gente perde essa semifinal. Pra FURIA é sempre assim, o problema não é perder, o problema é não conseguir analisar, refletir, entender e arrumar os motivos da derrota”, desabafou Gaules durante transmissão.

“Aí você fala ‘pô, Gau, mas dessa derrota, você acha que vai mudar alguma coisa?!’. Eu acho que não, mas tenho fé e estarei na torcida para que no próximo campeonato a gente vá melhor e talvez ganhe com a FURIA”, completou.

Apesar de Gaules ter uma visão um pouco mais otimista, mch não foi tão positivo assim. De acordo com o ex-jogador durante o programa de Counter-Strike “Os Donos da Bala”, as divergências no estilo entre os nomes que comandam a equipe em conjunto (sendo esses FalleN, arT e guerri) é gritante e que o futuro da FURIA seria um disband.

“Você tem aspas do arT falando que tem o estilo FalleN de ver as demos do outro time, estudar e copiar e se preparar para algo. Você tem o estilo, que suponho que seja do coach de playset e o estilo criativo do arT. Parece que é um carro com seis pessoas dentro e o carro tem três volantes e três motoristas. Eu não estou nem falando ser difícil de fazer curva, maestro. É difícil de ficar na reta, imagina fazer curva. O carro não consegue nem ficar na reta”, analisa.

“Você tem um time [FURIA] que está em um carro com três volantes e que joga agressivo em um CS que mais pune erro. Erra no jogo que menos pode errar. É por causa disso. Para mim, é disband. E não é disband porque o chelo é ruim, o yuurih é ruim, porque o KSCERATO é ruim, o FalleN é ruim, porque o guerri é ruim. Não! Só sei que parece um carro com três volantes, desgovernado em uma reta”, adiciona.

Mas quais são os próximos passos dos Panteras?

Apesar dos resultados abaixo do esperado conquistados pela FURIA dentro dos campeonatos de Counter-Strike, Jaime crava que fazer uma troca de treinadores não está nos planos da organização por enquanto. No entanto, não descarta a possibilidade caso no futuro entenda que colocar outro nome no lugar de guerri seja mais vantajoso para os Panteras.

“De toda forma, estamos dia a dia revendo o que podemos fazer melhor, rever conceitos do jogo, melhorar estrutura, etc. para enfrentarmos outras boas equipes que também estão dando a vida dentro do jogo. Indo além, quando fazemos uma análise do problema mais a fundo, qualquer pessoa conectada ao time entende que não vamos solucionar o problema se cada um não fizer sua parte dentro do servidor”, comenta o CEO.

“Ou seja, mudar o treinador está longe de ser a solução mágica que todos querem. É foda. Parece simples, mas não é. Se em algum momento a solução for de fato mudar o treinador, estaremos prontos para isso. Até porque entendemos que a contribuição dele pode ir muito além do CS. Porém, no momento, ele é parte importante para manter a estrutura de pé no jogo”, finaliza.

O próximo desafio da FURIA dentro dos servidores do Counter-Strike 2 acontece a partir do dia 29 de novembro. Até o dia 3 de dezembro, o coletivo disputa o Elisa Masters Espoo 2023 diretamente da Finlândia no campeonato que reune grandes organizações como fnatic, ENCE, MOUZ e outras.