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Chat Aberto #122 | Cherrygumms abre o jogo sobre momento da Black Dragons em 2023 e o futuro da organização

O ESPN Esports Brasil traz um conteúdo especial também na forma de podcasts. Além do Multiplayer com as notícias mais importantes dos esports, há o Chat Aberto que abre espaço para figuras importantes dos esportes eletrônicos e debate assuntos relevantes do cenário.

No episódio desta sexta-feira (21), Caio Figueiredo conversa com Nicolle ‘Cherrygumms’, CEO da Black Dragons, que atualmente marca presença em duas modalidades no esportes eletrônicos, após uma grande reformulação visando o futuro da organização no cenário. Além dos objetivos da equipe, a ex-jogadora profissional comentou sobre o estado atual do competitivo de Rainbow Six Siege, agora organizado de maneira global pela dinamarquesa BLAST.

Recentemente a organização optou pela não-renovação das escalações de Crossfire, VALORANT e CS:GO feminino, gerando indignação nos torcedores sobre o futuro e presença da Black Dragons em outras modalidades, principalmente no Rainbow Six Siege. Ainda nessa edição do Chat Aberto, Cherrygumms revelou de maneira exclusiva os motivos para a saída dos times femininos.

“Acabamos vendendo uma atleta nossa, a Anna ‘AnnaEx’ (profissional de CS:GO), para a FURIA. A gente percebeu diante do planejamento que nós tínhamos, não enxergarmos um planejamento concreto, e com isso optamos pela não-renovação com as atletas, inclusive estendemos um pouco esse prazo para que a GC Masters seja concluída com as atletas, porque ela passava um pouco do nosso contrato”, confirmou.

Segundo Cherrygumms, esse investimento pode ser feito em outras frentes, sem necessariamente criar novas escalações femininas na organização.

“Hoje a Black Dragons está saindo dessas duas escalações femininas, porque estamos replanejando a organização como um todo, da mesma forma que estamos saindo em breve terão outros anúncios de entrada, com outras frentes. É importante deixar claro que nesse momento existe esse processo de reestruturação focando em longo prazo da BD com outras iniciativas. É nosso interesse voltar a fomentar o cenário de VALORANT inclusivo assim como o CS:GO feminino, mas com esse planejamento, nesse momento, deixamos esses cenários”, completou Cherrygumms.

Após o grande ‘boom’ das organizações estrangeiras no Rainbow Six Siege brasileiro, outras equipes brasileiras precisaram se reinventar e buscar soluções práticas com prodígios e outros nomes menos ‘visados’ durante as janelas de transferência nacional. Seguindo esse exemplo, equipes como a Team One, em 2021, e a W7M, ainda este ano, conseguiram alcançar o topo de campeonatos mundiais. Cherrygumms respondeu sobre as dificuldades de montar equipes competitivas e ‘segurar’ talentos em caso de propostas ‘internacionais’.

"Team One pegou uma equipe muito boa do zero. A Black Dragons sempre teve um talento saindo, então tinha que colocar outro, e não era no período que a gente colocou uma equipe toda do zero, era sempre perde um e não podia trocar tudo, isso tudo aos poucos, o tempo vai passando. É muito difícil você conseguir manter o jogador, mesmo que você coloque uma proposta igual, ele não vai querer ficar se você não tiver um bom relacionamento ou se ele quiser ir para uma organização internacional, essa é a realidade. Acho que o principal dessas equipes que foram campeãs é que os atletas tinham um propósito e todos eles eram prodígios", completou.

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Trilha Sonora:

DJ Sona Kinetic - (The Crystal Method x Dada Life)

Sunny Days - Anno Domini Beats


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