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VALORANT | Veja como a LOUD chega aos playoffs do Masters de Tóquio com análise de Spacca

Cravando seu nome na história do VALORANT internacional ao conquistar o título do Champions 2022 - mundial da modalidade - e ainda dominar o VCT Américas, a LOUD é o Brasil no VALORANT Masters Tokyo e coloca-se como uma das grandes favoritas a levar tudo. A grande pergunta que fica é: como foi essa caminhada e como eles chegam aos playoffs do campeonato mais importante do meio de temporada do FPS?

É válido lembrar, antes mesmo de começar este texto, que desde sua entrada ao cenário de VALORANT a LOUD se mostrou uma equipe dominante. Não à toa, no último ano, conquistaram de forma invicta ambas as etapas do Challengers brasileiro, dessa forma carimbando o passaporte em todas as oportunidades que tiveram de representar o Brasil em campeonatos internacionais.

Isso tudo aconteceu ainda enquanto tinham Gustavo "Sacy" e Bryan "pANcada" no elenco que trouxe a glória à região verde-amarela ao levantar a taça do Champions. No entanto, a mudança de 2022 para 2023 mostrou a equipe sofrendo o desfalque dessa dupla citada acima, que foi alvo de grandes organizações norte-americanas. Atualmente, Sacy e pANcada vestem o uniforme da Sentinels.

Ao invés de seguir o caminho que normalmente outras organizações seguiriam, ao trazer jogadores tão experientes quanto para substituir os atletas, Matias "Saadhak" e o resto da LOUD tiveram outra ideia: formar atletas multicampeões.

Dessa forma, trazendo Cauan "cauanzin" e Arthur "tuyz", grandes promessas do cenário, a equipe buscou mostrar que não se afetou com as saídas - e foi o que aconteceu. Conquistaram o vice-campeonato no Ginásio do Ibirapuera durante o VCT LOCK//IN, deixando um gostinho de que poderia ter agarrado o título em solo brasileiro, e colocando a cara a tapa como quem diz: "Ainda não acabamos".

Como uma das três brasileiras disputando a Liga das Américas, foi apenas questão do elenco continuar demonstrando todo seu domínio e como a mentalidade do coletivo tornou os brasileiros em um dos grupos mais perigosos do mundo. Eles varreram a fase regular do VCT Américas, sofrendo apenas uma derrota, e atropelaram todos que ousaram entrar em sua frente durante os playoffs para levantar o primeiro título da liga.

Foi assim que os brasileiros colocaram-se como uma das equipes mais temidas do mundo, conseguindo uma vaga no Masters e também no Champions de 2023.

Como o coletivo chega aos playoffs?

Já fazem três semanas que a LOUD não mostra sua força dentro dos servidores e, nesta sexta-feira (16), começa sua caminhada no Masters com o início dos playoffs. Apesar disso, seria besteira dizer que os representantes brasileiros não chegam ao campeonato extremamente preparados e acompanhados de uma grande torcida os apoiando.

Erick "aspas" dá seus passos em Tóquio como um dos maiores jogadores do mundo e sem dúvidas puxa todos os holofotes para si, mas nem de longe é o único destaque da equipe. Duas das peças fundamentais para o sucesso da LOUD também estão presente: Felipe "Less", que coloca-se como o destaque mundial quando o assunto é lurkear, e Saadhak, que já se provou diversas vezes como um verdadeiro líder dentro de jogo e, apesar de Less ter assumido a posição na final das Américas, também mostrou que é uma grande ameaça quando o assunto é dar bala.

Cauanzin e tuyz, apesar de menos experientes, já mostraram ao mundo todo sua excelência. Protagonizando clutches, salvando partidas e sendo decisivos para vitórias da equipe, tanto no VCT LOCK//IN quanto na Liga das Américas, a dupla não fica pra trás quando a questão é mostrar que estão no nível de seus companheiros.

Acompanhando a caminhada da equipe tanto em solo brasileiro no último ano quanto no internacional neste, Guilherme "Spacca" avaliou como a equipe está para sua estreia no campeonato.

"A LOUD chega bem preparada para os playoffs não só por conta do título do Américas, mas também por ter um leque de mapas bem consistente. O time brasileiro não tem receio de jogar todos os mapas da rotação, e isso ajuda muito na hora de direcionar os vetos. Além disso, a fase que vive aspas e Less é algo surreal, deixando o time ainda mais favorito em qualquer série", analisa o comentarista.

Olhando para todo o sucesso encontrado pela equipe desde as alterações no plantel, é inegável que a LOUD é uma equipe extremamente bem preparada, com estratégias originais e que pode moldar o meta - assim como já fizeram no passado.

A aura (ou talvez mentalidade) de campeões mundiais é uma realidade e ainda é algo que acompanha esta equipe.

O amargo sabor de não ter conquistado o LOCK//IN em frente à torcida brasileira pode não ser algo que ficou para trás e pouco afeta o coletivo... ou talvez ainda corra pelos lábios de cada um. No entanto, mais do que vingar aquele título mundial que foi tirado de suas mãos pela fnatic dentro de sua casa, a equipe deve chegar ao Masters buscando provar que sua filosofia de "formar campeões" está indo para o caminho certo.

Mais uma vez, os olhos da equipe estão fixados no Champions e o que estiver no caminho será aprendizado para chegar no objetivo final. Nas Américas, o trabalho já foi feito. Agora só resta se provar em frente às melhores equipes do mundo.

Dominando as Américas

Olhando para a parte estatística, fica claro o impacto que os jogadores da LOUD possuem dentro de jogo. Ao observar a jornada da equipe brasileira dentro da Liga das Américas, é possível ver um domínio por parte dos jogadores esmeraldinos quando olhamos para diversas métricas importantes dentro de jogo.

Aspas dominou completamente o ‘Rating’ e a ‘Diferença de abates e mortes’ ao longo do circuito. No primeiro, calculado com base na performance, o jogador atingiu a marca de 1.23, enquanto no segundo ele garantiu incríveis 1.47. Observando o ‘ACS(Average Combat Score, ou Pontuação Média de Combate) - calculado com base em abates, assistências, dano dado, etc. -, o duelista da equipe brasileira também domina o pódio com 246.7.

Além disso, o duelista da LOUD também conquistou o primeiro lugar no quesito ‘Abates por rodadas’, com 0.91 e abatendo 585 adversários nos 643 rounds disputados. Os dados são do portal vlr.gg.

Enquanto isso, Less vem logo atrás de aspas em ‘Rating’ e ‘Diferença de abates e mortes’, ocupando o segundo lugar em ambas as estatísticas, anotando 1.19 no primeiro e 1.32 na diferença entre abates e mortes. O melhor ‘KAST(abates, assistências, trocas e porcentagem de sobrevivência) do torneio ficou por parte de tuyz, que, com 79%, colocou-se à frente de aspas por apenas 1%.

Já Saadhak, apesar de não aparecer no topo de nenhuma estatística, faz os trabalhos por trás das cortinas para garantir que a LOUD esteja funcionando nos conformes dentro dos servidores. Além disso, o argentino também mostrou seu poder de fogo ao conquistar o título de MVP da grande final da Liga das Américas.