Atual MVP da WNBA e estrela do Washington Mystics, Elena Delle Donne disse nesta quarta-feira que espera que a recusa do pedido para ser afastada da atual temporada por conta da sua condição médica - Delle Donne sofre com a doença de Lyme - não tenha a ver com seu status de estrela.
Delle Donne, de 30 anos, falou no SportsCenter depois de escrever sobre sua situação no The Players Tribune. Foi perguntada se pensava que o fato de ser uma das jogadoras mais proeminentes da liga teve algum efeito na decisão do painel de especialistas - escolhidos pela liga e pelo sindicato de jogadores.
"Não tenho certeza, e espero que não", disse Delle Donne. "Espero que eles me tratem como uma jogadora 'x' e que vejam que eu faço tratamento para um doença há 9 anos. Eles viram meus testes sanguíneos. Mandei tudo."
"Então eu realmente espero que essa não seja a razão. Espero que sejam médicos que não conhecem a doença de Lyme ou não tinha nenhum médico especializado na doença de Lyme no painel. Infelizmente, pode ser o que aconteceu."
Delle Donne revelou também que está em um regime aonde toma 64 pílulas de medicamentos por dia.
"Sei que tomar tanta medicação diariamente provavelmente não terá um ótimo efeito na minha saúde a longo prazo, mas eu amo o basquete", disse. "Achei um protocolo que às vezes funciona e me deixa jogar. Mas acho que serei mais aberta sobre meu tratamento, tenho sido muito privada. Porque coisas médicas nem sempre são abertas. Mas acho que as pessoas merecem minha honestidade, merecem ver a luta que eu travo só para ter uma vida normal, quanto mais pisar em uma quadra de basquete."
Técnico e diretor geral dos Mystics, Mike Thibault se mostrou preocupado com a "impressão que Delle Done deixou de que não seria paga se não jogasse". Segundo ele, os Mystics pagarão o salário dela mesmo que ela não jogue para se recuperar da cirurgia que passou nas costas.
"O fato é que a organização nunca colocará a saúde de Elena - nem de outra jogadora - em risco, nunca", disse Thibault. "Como no passado, com o histórico da doença de Lyme ou suas lesões em quadra, todas as decisões sob a capacidade de Elena de entrar em quadra serão tomadas junto com ela."
"Se algum ponto mais para frente da temporada todos estivermos confortáveis com tanto sua evolução física como a segurança para que ela vá à Orlando, então faremos isso aconecer. Se não nos sentirmos assim, ela continuará em Washington treinando e se preparando para a próxima temporada."
A WNBA irá jogar uma temporada reduzida de 22 partidas que começa em 25 de julho, em Bradenton, na Flórida. Algumas jogadoras desistiram da temporada por receio do coronavírus, outras para apoiraem causas sociais. As jogadoras tinham a opção de entrar com pedido médico e, caso provado que corriam riscos acima do normal, receberem pagamento integral para ficarem de fora.
Nesta semana, a colunista Alana Ambrósio escreveu uma carta sobre como seria o sentimento de ver a atual MVP da WNBA fora da temporada.
