A luta por igualdade entre homens e mulheres no futebol dos Estados Unidos sofreu um duro golpe.
A Justiça dos EUA rejeitou na última sexta-feira (1º) ação das jogadoras da seleção feminina do país no processo contra a federação de futebol americana por discriminação de gênero.
Lideradas por estrelas como Carli Lloyd e Megan Rapinoe, 28 atletas do time feminino dos Estados Unidos entraram com processo contra a federação cobrando igualdade salarial em março do ano passado - três meses antes do início da disputa da Copa do Mundo na França.
Em ação na Corte Distrital de Los Angeles, as jogadoras acusavam a entidade de "discriminação de gênero institucionalizada", alegando que as mulheres recebiam salários inferiores aos homens mesmo disputando mais partidas e alcançando resultados mais relevantes. A equipe sagrou-se campeã mundial pela quarta vez em 2019.
Além disso, as profissionais reclamaram também de condições desiguais em treinamentos, viagens e assistência médica. O juiz que analisou o caso determinou que esses itens ainda podem ir para julgamento, previsto para junho deste ano.
Logo após a decisão, a porta-voz Molly Levinson disse que as atletas vão recorrer.
"Estamos chocados e decepcionados com a decisão de hoje, mas não vamos desistir de nosso trabalho duro por salários iguais", afirmou Levinson.
"Estamos confiantes em nosso caso e firmes em nosso compromisso de garantir que meninas e mulheres que praticam esse esporte não sejam menos valorizadas apenas por causa de seu sexo. Aprendemos que existem enormes obstáculos à mudança; sabemos que é preciso bravura, coragem e perseverança para enfrentá-los. Vamos apelar e continuar. As palavras não podem expressar nossa gratidão a todos que nos apoiam."
A federação de futebol dos EUA divulgou um comunicado no qual diz que espera "trabalhar com a seleção nacional feminina para traçar um caminho positivo para o crescimento do esporte, tanto aqui nos Estados Unidos quanto em todo o mundo".
Algumas jogadoras também se manifestaram nas redes sociais.
"Nunca vamos parar de lutar pela IGUALDADE", escreveu Rapinoe, eleita a melhor jogadora do mundo em 2019.
"Apesar de decepcionante ouvir essas notícias, isso não nos desencorajará em nossa luta pela igualdade", acrescentou Alex Morgan, artilheira da última Copa ao lado de Rapinoe.
