O ranking de atletas da Superliga de vôlei voltou a gerar polêmicas e ânimos exaltados das atletas e clubes. A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) divulgou na última quinta-feira (12) que a pontuação foi mantida e acabou gerando revolta da central Thaísa, do Minas.
Mas outras jogadoras também se posicionaram. Foi o caso de Jaque Carvalho, do Osasco/Audax. “Palmas para mais uma palhaçada”, escreveu em suas redes sociais.
Ela também afirmou que considera a definição do ranking um desrespeito com as atletas: “Como assim 3 estrangeiras para cada equipe, mas só 2 Brasileiras com pontuação máxima??? Isso é o resultado da valorização que temos aqui no Brasil, atletas com falta de apoio e garantia de um NADA!!! Fico indignada com essa Confederação Brasileira de Voleibol... todos esses anos é a mesma ladainha de sempre querendo aparecer e colocando a culpa nos outros”, complementou.
Fabi Claudino também se manifestou: “Torcendo para o dólar disparar mesmo, ir pra 10. Só assim pra nós, jogadoras de 7 pontos, termos lugar pra jogar no nosso próprio país”.
Ela também relembrou os votos que foram enviados por e-mail pelos times Barueri e Curitiba que não foram computados. “Fora o absurdo que foi essa votação! Dois votos a nosso favor não foram computados!?!? É isso mesmo produção? Assim fica difícil, né @cbvolei?!”, finalizou.
Há dez jogadoras com mais de 7 pontos no ranking: as levantadoras Dani Lins, Fabíola e Macris, as centrais Thaísa e Fabiana, as ponteiras Fernanda Garay, Gabi e Natália, e as opostas Tandara e Tifanny. Cada equipe só pode contar com duas atletas dessa pontuação no elenco.
O ranking é usado para teoricamente dar um equilíbrio técnico maior entre as jogadoras, impedindo que as equipes mais ricas tenham todas as principais atletas do país.
O problema alegado pelas jogadoras é que são poucas as equipes que têm dinheiro para manter atletas desse calibre.
Nota do Curitiba Vôlei
Os votos do Barueri e do Curitiba foram enviados por e-mail, contra o ranking, e não foram computados pela CBV.
Por conta disso, o time curitibano publicou uma nota explicando a votação e o resultado:
“Nesta quinta-feira, dia 12 de março, foi realizada, na sede da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), no Rio de Janeiro (RJ), a reunião para definição da manutenção do ranking de atletas e número de estrangeiras por equipe. O Curitiba Vôlei enviou seu posicionamento e voto por meio do e-mail oficial da equipe, mas não teve a participação computada no resultado final. A equipe se posicionou pela extinção do ranking e a favor da contratação de três atletas estrangeiras para a próxima temporada”.
