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No Palmeiras, Rosana pode ser 'a voz da experiência' e elogia ambição do projeto do clube para 2020

Se no ano passado o Palmeiras anunciou o time feminino em meio a tantas críticas da torcida e da mídia, neste ano ele surpreendeu. Treino na Academia de Futebol e no Allianz Parque foram detalhes, o que mais chamou a atenção de imediato foram os anúncios.

Oito jogadoras foram anunciadas pela equipe. Uma delas foi Rosana, uma das jogadoras mais experientes do Brasil. Com quatro Olimpíadas e quatro Copas do Mundo na bagagem com a seleção brasileira, a multicampeã havia anunciado aposentadoria em janeiro de 2019, mas decidiu voltar aos gramados para reforçar a equipe da Ferroviária na Libertadores, no final do ano passado.

Depois disso, parece que a atleta de 37 anos não tem previsão de parar novamente. O Palmeiras anunciou sua contratação no início de janeiro, o que animou muito o torcedor Alviverde. Além dela, o time anunciou, além das renovações, a contratação de Ary Borges, Angelina, Stefany, Ottilia, Agustina e Karen.

Rosana, é claro, teve clubes para escolher, mas optou pelo Palmeiras por enxergar ambição. “Falei com o Alberto [Simão, Gerente de Futebol Feminino do clube]: ‘Quero a ideia do projeto, na minha cabeça compro projetos’. Foi um projeto muito ambicioso, quando fui a Vinhedo achei a estrutura muito interessante, a ideia de projeção que o Palmeiras tem... Então eu acredito muito nesse elenco recheado de talentos”, disse em entrevista.

Conforme Alberto afirmou em 2019 para o espnW, o Centro de Treinamento das jogadoras no interior de São Paulo passaria, em breve, por uma reforma. E foi o que aconteceu do ano passado para esse.

A jogadora enxerga um elenco preparado e espera agregar para a equipe, principalmente com a experiência, já que a equipe mantém um elenco bastante jovem.

A volta de Rosana

Rosana já havia pensado em parar de jogar. Dois meses antes do casamento, ela perdeu o marido, que teve um infarto fulminante ao seu lado na cama. Mas ela decidiu seguir e assim foi, até optar por se aposentar, jogando pelas Sereias da Vila.

Para ela, ter parado de jogar foi uma escolha pontual e, quando jogou pela Ferroviária durante a Libertadores, ela conta ter sentido que ainda tinha muito o que contribuir, dentro e fora de campo.

Além disso, Rosana é de uma geração em que o futebol feminino era muito mais precário. “É bom também pegar um pouquinho do filé, só roer o osso não dá”, ressaltou a jogadora ao relembrar como era no passado.

“Eu participei tanto da construção, agora que tá ficando legal, por que não pegar um pouquinho disso e ajudar o Palmeiras a construir um pilar mais forte com toda minha experiência? Para mim esse retorno está sendo sensacional”, complementou.

E sobre ser 'a voz da experiência' do clube, Rosana disse que acredita, sim, ter muito o que ensinar, mas para ela, vai aprender muito mais com as novas jogadoras.