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Após garantir o acesso à elite, quais os planos do São Paulo para 2020?

O São Paulo anunciou a volta do time feminino para se adequar as regras da CBF e Conmebol em 2019. Aproveitando algumas atletas da vitoriosa base e contratando a Cristiane, que deixou o PSG para voltar a atuar no Brasil, o Tricolor Paulista conquistou o título da Série A-2 do Campeonato Brasileiro e, consequentemente, acesso à elite.

Com vaga na Série A-1 garantida, o São Paulo sabe que vai precisar investir ainda mais na modalidade e, por isso, o espnW.com.br conversou com exclusividade com Amauri Nascimento, Supervisor de Futebol Feminino no clube, que falou sobre os objetivos do time no próximo ano.

As contratações estão sendo anunciadas aos poucos. Amauri garantiu a permanência do técnico Lucas Piccinato para a próxima temporada. Alguns nomes como a atacante Jaqueline, as goleiras Carla e Éllen, a zagueira Thais Regina e a meio-campista Yaya, também já foram confirmadas para 2020.

Em relação a temporada anterior, Amauri ressalta: “Foi o primeiro ano de um novo projeto, em que, obviamente, entramos para não apenas competir, mas conquistar o acesso e ganhar visibilidade. Fomos além disso. Chegamos nas três finais do time principal, sendo campeão Brasileiro A2, com a vaga na A1 em 2020, vice-campeãs paulistas, em duas finais memoráveis, históricas, no Morumbi e em Itaquera, que entraram para a memória do torcedor que ama o futebol feminino e também daqueles que aprenderam a amar. Foi um grande ano”, finalizou o supervisou, relembrando ainda que o São Paulo conquistou o vice da Copa Paulista, em que o Palmeiras foi campeão.

Como as atletas tem contrato com o clube até 31 de dezembro, eles ainda não anunciaram todos os nomes por motivos de mercado e contratação, mas ele garantiu que aos poucos, todos saberão das novidades.

Amauri acredita que o time está no caminho certo, tendo em vista que, somando a base e o profissional o São Paulo esteve em oito de dez finais possíveis. Mas reconhece que precisam buscar evoluir.

No programa Bola da Vez com Cristiane, a atleta cobrou uma melhoria do clube em questão de treinamentos. Para um primeiro ano, ela reconheceu ter sido uma ótima campanha, mas complementou: “Algumas vezes que eu tive conversas com o próprio Raí [Diretor Executivo], eu disse: ‘Olha, esse ano a gente entende que foi um primeiro ano, com dificuldades que vocês montaram às pressas, mas se você quiser dar continuidade para o ano seguinte, vocês precisam melhorar o que é oferecido para a gente dentro do clube para a gente poder trabalhar’, porque está muito aquém”.

Amauri disse que para o primeiro ano, o time usou as dependências do Clube Social com algumas regras que devem ser adaptadas para 2020, e completou: “O clube busca constante evolução e entende que para a atuar na Série A1 será necessário ainda mais foco e melhorias, com mais treinos em gramas natural, por exemplo”.

‘Apesar da falta de disposição de equipamentos de ponta neste início de estruturação, não faltou espaço para treinos, alojamento, alimentação e carteira assinada para todas as atletas, o que é incomum no futebol feminino”, finalizou o supervisor.

O São Paulo estreia no Campeonato Brasileiro no dia 9 de fevereiro contra o Cruzeiro, reeditando a final da série A2 deste ano.