A seleção brasileira feminina de futebol tem uma nova comandante. A sueca Pia Sundhage será a responsável por conduzir o projeto de desenvolvimento da modalidade no país e, também, buscar um título inédito.
Nascida na cidade de Ulricehamn, na Suécia, Pia Sundhage deu seus primeiros passos no futebol no Falköpings, equipe local, e atuou a maior parte de sua carreira no país.
A única aventura de Sundhage fora de seu país natal como jogador aconteceu em 1985, quando defendeu a Lazio, da Itália.
Pela seleção da Suécia, anotou 71 gols em 144 partidas. Ao longe de sua carreira, encheu sua sala de troféus. Pelo seleção venceu a Eurocopa de 1985, além de ter sido vice em 1987.
Por clubes foi tetracampeã do Campeonato Sueco (1979, 81, 84 e 89) e da Copa da Suécia (81, 84, 94 e 95). Mas foi como treinadora que ela alcançou status de estrela.
O começo como treinadora
Ainda quando era jogadora do Hammarby IF, entre 1992 e 1994, Pia acumulou as funções de treinadora da equipe. Depois da aposentadoria, em 1996, começou a seguir uma carreira exclusiva nos bancos de reserva.
Foi assistente de diversas equipes suecas até se aventurar nos Estados Unidos. Em 2000, assumiu o cargo de assistente técnica do Philadelphia Charge, da recém criada Associação de Futebol Feminino dos Estados Unidos.
Em 2003 foi contratada pelo Boston Breakers para ser a técnica principal e, em seu primeiro trabalho, conquistou o campeonato nacional. Com o fim da Associação, ficou sem emprego e voltou para a Suécia, aonde ficou até 2007 quando foi assistente técnica da China na Copa.
A seleção americana
Em 13 de novembro de 2007, Pia Sundhage foi anunciada pelos Estados Unidos como técnica da seleção principal.
No ano seguinte, venceu sua primeira Olimpíada, em Pequim, em cima da seleção brasileira. Na decisão, vitória por 1 a 0 sobre o Brasil na prorrogação, gol de Carli Lloyd.
Em 2012, repetiu o feito ao vencer a medalha de ouro, batendo o Japão por 2 a 1 na decisão, dessa vez com dois gols de Lloyd.
Depois de vencer a segunda medalha de ouro, Pia, que ainda foi vice-campeã da Copa do Mundo em 2011, deixou os Estados Unidos e assumiu a seleção sueca.
Na Suécia
Na sua seleção natal, Pia alternou altos e baixos. O primeiro torneio foi a Eurocopa de 2013, sediada na própria Suécia, quando a equipe alcançou a semifinal e foi eliminada pela Alemanha, que se sagraria campeã.
Na Copa de 2015, a primeira decepção. Após se classificar como uma das melhores terceiras colocadas, a Suécia caiu ainda nas oitavas de final para a Alemanha.
Após a Euro de 2017, em que a Suécia caiu nas quartas de final para a Holanda, que seria campeã, Pia se afastou do comando da seleção principal e assumiu a sub-17 aonde estava até fechar com o Brasil.
