A sueca Pia Sundhage será a nova técnica da seleção brasileira feminina de futebol depois da demissão de Vadão na última terça-feira.
O primeiro anúncio, contudo, não veio da CBF, mas sim da Fifa, que já tratou a contratação como oficial. Cerca de uma hora depois, a CBF emitiu um comunicado para a imprensa confirmado a chegada da treinadora.
"A escolha da Pia reflete a nova dimensão que vamos imprimir ao futebol feminino no Brasil. A partir da sua chegada, desenvolveremos um planejamento totalmente integrado entre a seleção principal e a base, equilibrando objetivos de curto prazo, como Tóquio 2020, com a renovação contínua dos nossos talentos", diz o presidente da CBF, Rogério Caboclo, por meio do comunicado.
"Pia reúne a experiência e o talento perfeitos para isso. É uma enorme alegria termos essa lenda do futebol feminino no nosso time. Na busca permanente por inovação e excelência, teremos pela primeira vez, uma treinadora estrangeira comandando a seleção brasileira Feminina", complementa Caboclo.
Bicampeã olímpica com os Estados Unidos, Pia assumirá o projeto de renovação da seleção pós Copa do Mundo e, principalmente, de estruturação e consolidação do esporte no país.
A sueca comandava a seleção sub-17 de seu país quando recebeu o convite da CBF e aceitou ser a cara do projeto do futebol feminino no Brasil.
Pia também treinou equipes no futebol sueco e nos Estados Unidos.
Em seu comunicado, a CBF afirma que "pouca gente conhece tanto o futebol feminino como Pia Sundhage", e lista os maiores momentos dela na modalidade, como o bicampeonato olímpico (2008-2012) e o vice-campeonato da Copa do Mundo de 2011.
Acrescenta ainda que, no ano em que conquistou os Jogos Olímpicos de Londres 2012, Pia foi eleita como a melhor treinadora de futebol feminino pela FIFA.
