O gol veio do mais improvável dos lugares. Depois de quase 100min de bola rolando, a meia holandesa Jackie Groenen marcou o gol que levou a seleção holandesa à primeira final de Copa do Mundo na história da equipe. Foi o primeiro gol de Groenen em seu primeiro chute na competição.
"Estamos discutindo há algumas semanas que eu preciso finalizar mais", disse Groenen na entrevista coletiva. "A bola veio para mim e eu pensei que conseguiria. Estou feliz por ter feito o gol."
Assim como a semifinal de terça-feira entre EUA e Inglaterra, a história no início da partida foi em grande parte sobre quem não estaria no campo. A atacante holandesa Shanice van de Sanden, estrela do Lyon, que havia sido titular nos cinco jogos pela Holanda, mas tinha apenas um gol e uma assistência no torneio, ficou no banco de reservas.
"Shanice descobriu que não seria titular e ficou triste", disse a técnica Sarina Wiegman após a partida. "Mas nossas jogadoras são realmente profissionais e isso é a força desta equipe. Elas ficam decepcionadas por alguns segundos e depois estão lá torcendo para o time."
Na noite anterior, torcedores e especialistas pediram que Lineth Beerensteyn, de 22 anos, saísse jogando no lugar de Van de Sanden. Em entrevistas antes da partida, Wiegman, que escalou praticamente as mesmas 11 jogadoras nos últimos dois anos, chamou Van de Sanden de "uma jogadora muito importante" e disse que suas jogadoras "não deveriam ler críticas na imprensa".
No início do segundo tempo, Wiegman também foi forçada a tirar a atacante Lieke Martens, que está com uma lesão desde a partida de oitavas de final contra o Japão. Com o placar ainda em 0 a 0, a saída de outra estrela ofensiva deixava o prognóstico cada vez pior para as holandesas.
Mas, aos 99 minutos, Groenen finalizou forte, no canto direito de Hedvig Lindahl. A Holanda fechou a casinha e garantiu a vitória. "Nós achávamos isso impossível," disse a autora do gol. "Mais uma partida e seremos campeãs mundiais. Vai ser difícil, mas será muito especial se vencermos."
Aqui estão quatro pensamentos sobre a primeira classificação da Holanda para uma decisão de Copa do Mundo:
Van de Sanden: reserva, entrou e mudou o jogo
Logo no começo do primeiro tempo, Beerensteyn sentiu câimbras e, enquanto os treinadores cuidavam dela, Van de Sanden começou a se aquecer na linha lateral. Ao ver a estrela do Lyon se movimentando, a multidão começou a aplaudir, antecipando sua entrada. Aos 71min, os torcedores tiveram seu pedido atendido quando ela substituiu Beerensteyn.
Embora não tenha marcado um gol, sua presença deu vida nova ao ataque da Holanda. Beerensteyn também é uma das jogadoras favoritas da toricda, com habilidade inquestionável, mas às vezes fica claro que ela não tem a experiência de Van de Sanden. Seria surpreendente se a jogadora de 26 anos não voltasse ao time titular na final.
A final de domingo tem tudo para ser memorável
EUA e a Holanda nunca se enfrentaram em nenhuma rodada da Copa do Mundo feminina e não jogam um contra o outro desde setembro de 2016, quando as americanas venceram por 3 a 1. A última vez que as holandeses venceram os EUA foi em 1991. Mas nada disso importará no domingo. Ambas as equipas possuem um impressionante - e rotativo - trio de ataque. Infelizmente, ambas as equipas viram suas estrelas perdendo tempo por lesões. É por isso que o descanso dos próximos dias serão cruciais para o resultado de domingo.
Holanda x Estados Unidos será um verdadeiro duelo de titãs
Ganhando ou perdendo, a final de domingo completará uma campanha histórica de dois anos para as holandesas, que conquistaram a Eurocopa de 2017 e se classificaram para a Copa do Mundo. Ao longo do caminho, elas fidelizaram uma nação inteira, que deu suporte ao time das eliminatórias até o Mundial. O "Desfile Laranja" tem sido o assunto de todas as cidades francesas que ele visitou, perdendo apenas para a paixão vermelha, branca e azul que seguiu a equipe americana. Qual time vencerá a batalha nas arquibancadas deste domingo?
