Ela se apaixonou pelo futebol quando ainda era nova por causa de seu pai e, nesta segunda-feira (10), realizará o sonho de disputar uma Copa do Mundo. Estefania Banini é um exemplo de força, de quem carrega o futebol feminino na veia e que vê as adversidades como inspiração para luta.
A 10 argentina veste uma camisa pesada: de, apenas, Lionel Messi, um de seus ídolos. Por conta de suas atuações em alto nível, a imprensa argentina a apelidou de ‘La Messi mendocina’, a versão feminina do craque que nasceu em Mendonza.
A atleta de 28 anos tem também como uma de suas referências a volante brasileira Formiga.
Estafania Banini é, com certeza, um dos nomes para ficar de olho. Além de ser a que prega peças e pegadinhas no vestiário, a meia usa a faixa de capitã e já comandou sua antiga equipe ao título mais importante da América do Sul. Quando defendia o Colo-Colo, em 2012, ela levou o time à conquista da Libertadores.
Com passagens internacionais por clubes como Washington Spirit (EUA), Colo-Colo, Valencia e Levante, Banini avalia a categoria: ‘’Sem dúvida, futebol é um reflexo da sociedade e do progresso do país. Na Argentina, infelizmente, estamos ficando para trás. Temos que mudar a mentalidade machista dos homens e mulheres’’, afirmou a atleta à Fifa.
O que esperar da Argentina?
Banini e companhia estão no Grupo D, que tem Inglaterra, Japão e Escócia, equipes difíceis de serem batidas.
Para disputar de igual para igual, ‘La Messi’ pontuou quais as qualidades de sua seleção para superar as adversidades. ‘’Além da atitude e a vontade de vencer que temos em todos os jogos, digo que somos conhecidas por nossa versatilidade e pelas jogadoras que temos do meio para frente que são tecnicamente boas e fortes no ‘um contra um’ ‘’, revelou Banini.
Vale ressaltar que a seleção albiceleste ficou mais de dois anos sem jogar e sem uma seleção após a última Copa do Mundo.
‘’Existe uma falta de investimento e continuidade quando falamos do futebol feminino na Argentina. O esporte precisa de continuidade. Depois da Copa na China em 2007, a chance de continuar crescendo se perdeu. Se não tivéssemos perdido a chance, estaríamos em uma posição diferente hoje ao invés de estar começando tudo de novo’’, comentou a Banini à Fifa.
Mas todos os obstáculos são vistos hoje como uma fonte de energia para as comandadas de Carlos Borrelo, como explicou Banini: ‘’Estamos tão acostumadas a lutar contra a descriminação, falta de igualdade e recursos que nos tornamos mais fortes. Somos mais unidas e preparadas para a batalha, e isso nos alimenta quando enfrentamos grandes times’’.
