Em fevereiro deste ano, a jogadora argentina Macarena Sanchez, a Maca, decidiu processar o ex-clube UAI Urquiza e a AFA pela falta de profissionalização do futebol feminino no país, alegando as péssimas condições oferecidas para as jogadoras.
Neste sábado (16), porém, a federação argentina anunciou a profissionalização da modalidade. O presidente da entidade, Claudio Tapia, comunicou a decisão na sede da AFA, em Buenos Aires. A decisão entrará em vigor na próxima edição do Campeonato Argentino, que está previsto para começar em junho.
Cada time que estiver compondo a liga, 16 no total, deverá ter no mínimo oito atletas com registros profissionais, enquadrados no mesmo acordo coletivo do masculino. Como forma de ajuda na mudança, a AFA dará 120 mil pesos mensais para cada clube financiar seus contratos (cerca de 11,4 mil reais).
O presidente, por sua vez, veio a público dizendo: “Quando assumimos, dissemos que iríamos fazer a gestão inclusiva do futebol, da igualdade de gêneros e estamos desenvolvendo isso. Seremos uma das primeiras federações com jogadoras profissionais”.
Maca publicou mensagens de comemoração em seu Twitter pessoal.
El fútbol femenino es profesional. Es el primer paso y fue TODO NUESTRO. De las que ya no juegan pero igual se sumaron a reclamar y de las que están jugando y no dejaron de bancar la lucha a pesar de las presiones. #FutbolFemenino #FutbolFemeninoProfesional
— Maca Sánchez (@Macasanchezj) 16 de março de 2019
O futebol feminino é profissional. É o primeiro passo e foi TODO NOSSO. Daqueles que não jogam mais, mas ainda se juntaram para reivindicar e aqueles que estão jogando e não pararam de bancar a luta apesar das pressões. Obrigada a todos aqueles que se comprometeram com a luta, acompanhando e entendendo a alegação. Obrigada aos jornalistas que espalharam a verdade, com responsabilidade e com respeito. O futebol feminino é profissional graças a TODAS NÓS. Para o qual nós dedicamos tantos anos. Este é o começo, devemos continuar reivindicando o que ainda está faltando. E para aqueles que decidiram permanecer em silêncio, entendam agora a importância de elevar sua voz. Continuaremos a sofrer grandes desigualdades, mas também continuaremos a jogar e a lutar. E aqueles que estavam sentados falando sobre igualdade, terão que nos ouvir dando lições de vida e gênero. Ele vai cair ou vamos jogá-lo fora. Obrigada!
