No último domingo, um acidente chocou o mundo na Copa do Mundo de F3, em Macau. Após se chocar com o carro de Sho Tsuboi, a alemã Sophia Floersch teve seu carro lançado a 270 km/h em direção ao alambrado e atingiu uma região da prova que era reservado para os fotógrafos e outros profissionais que presenciavam o evento. O dano às barreiras interrompeu brevemente a corrida. Os organizadores do GP de Macau confirmaram que Floersch estava consciente e foi levada para o hospital, com uma fratura na coluna mais tarde dada como diagnóstico inicial. O motorista do carro que se chocou com da adolescente de 17 anos foi hospitalizado por dores lombares. Também foram levados ao hospital dois fotógrafos e um comissário de prova.
Ontem, a alemã passou por uma cirurgia de 11 horas, que foi finalizada com sucesso e sem risco de paralisia, segundo o pai da piloto. “A cirurgia foi feita de forma lenta para evitar paralisia e qualquer outro risco. Sophia agora está sendo monitorada e passará a noite no hospital”, disse Alexander Floersch.
Sophia começou a correr de kart em 2005 e entre 2008 e 2015, competiu muitos eventos pela Europa, tornando-se a primeira e mais jovem mulher a competir três eventos: Campeonato da SAKC (2008), Campeonato Alemão da ADAC (2009) e Europeu da Easykart (2010). Seu primeiro teste na Fórmula 3 foi em março desse ano e, em julho, foi anunciado que ela se juntaria ao time Van Amersfoort Racing.
Em sua conta pessoal do Twitter, Sophia sempre pareceu afrontar o machismo e, embora muito jovem, ter consciência de que ela poderia estar onde quisesse, ainda que num lugar majoritariamente masculino. “Quando eu era mais jovem, as pessoas me disseram que garotas (e eu) não poderíamos correr em uma Fórmula 1. Decidiram então apoiar talentos, como fizeram nas últimas décadas. Eu decidi treinar mais”. Um de seus sonhos é chegar até a F1, assim como Tatiana Calderon.
Em relação a criação da W Series recentemente, Sophia também opinou e se mostrou contra. “Eu concordo com os argumentos, mas discordo da solução. As mulheres precisam de apoio a longo prazo e parceiros de confiança. Quero competir com o melhor de nosso esporte. Por favor, pense na economia: precisamos de uma Diretoria de Administração/Assessoria de Mulheres separadas? Não. Caminho errado” – disse a piloto.
