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Lance Armstrong: 'Doping não era legal, mas eu não mudaria nada do que fiz'

Lance Armstrong comemora a conquista do Tour de France de 2005 Getty Images

O ciclista Lance Armstrong disse que "não mudaria nada" sobre o doping que o levou a perder seus sete títulos consecutivos do Tour de France.

O norte-americano confessou, em uma entrevista em 2013, que usava sofisticados sistemas de dopagem, inclusive com transfusões de sangue, para escapar da fiscalização e dominar o mais importante campeonato de ciclismo do mundo.

Agora, em entrevista à NBC, o ex-atleta de 47 anos falou sobre o fim de sua carreira e as decisões que tomou.

"Nós fizemos o que precisava ser feito para vencer. (Doping) Não era legal, mas eu não mudaria nada, mesmo tendo perdido muito dinheiro de 'herói' a 'zero à esquerda'", confessou.

Armstrong foi banido do esporte em 2012, depois que a UCI (União Ciclística Internacional) ratificou as sanções impostas pela Usada (Agência Antidoping dos Estados Unidos).

Já em janeiro de 2013, ele participou do programa da apresentadora Oprah Winfrey e confirmou a veracidade das acusações.

Por conta disso, o ciclista caiu em desgraça, perdeu todos os patrocínios que tinha e ainda foi processado pelos patrocinadores e condenado a devolver o dinheiro que havia sido investido - inclusive aos Correios dos Estados Unidos.

"Eu não mudaria nada. Não mudaria as ações que tive... Quer dizer, eu mudaria, mas isso é uma longa resposta", afirmou.

"Primeiramente, eu não mudaria as lições que aprendi. Eu não teria aprendido todas essas lições se não tivesse feito o que fiz. Eu não teria sido investigado e punido se não tivesse feito o que fiz", acrescentou.

"Se eu tivesse me dopado e tivesse ficado calado, nada disso teria acontecido. Nada disso. Mas eu estava implorando, eu estava pedindo a eles que viessem atrás de mim. Eu era um alvo fácil", finalizou.