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Olimpíadas: Rússia explode com juízes da ginástica rítmica após medalha de prata e fala em 'fraude diante do mundo todo'

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Não é só o Brasil que sai dos Jogos Olímpicos de Tóquio trazendo algumas polêmicas na bagagem.

Se as notas de Gabriel Medina, no surfe, e de Luizinho Francisco, no skate park, uniram brasileiros indignados nas redes sociais, as reclamações do Comitê Olímpico Russo contra a arbitragem fizeram com que os quatro membros do júri da ginástica rítmica tivessem que fechar suas contas pessoais.

O motivo da ira dos russos é a nota no critério de dificuldade atribuída para Dina Averina na disputa individual, que seria abaixo do que ela realmente merecia. A russa acabou ficando com a medalha de prata, logo atrás da israelense Linoy Ashram.

A revolta resultou em uma reclamação formal à Federação Internacional de Ginástica, que manteve a decisão dos juízes em Tóquio, para total descontentamento do presidente do Comitê Olímpico Russo, Stanislav Pozdnyakov.

"Queremos respostas para algumas perguntas", disse em sua conta no Instagram. "Buscaremos uma investigação minuciosa da situação dos juízes nos Jogos Olímpicos pelo comitê técnico correspondente. Faremos todo o possível para garantir a transparência desse processo e divulgar seus resultados”, completou.

A própria Dina Averina disse que se sente vencedora da prova e sua opinião foi endossada pelo Comitê Russo, que utilizou sua conta oficial para reclamar do que considerou uma “injustiça".

Técnica e presidente da Federação Russa de Ginástica, Irina Viner, manteve o discurso afirmando que "lamentavelmente o jurado foi atrozmente injusto”. Segundo ela, "eles se cansaram da Rússia e os juízes decidiram apoiar a ginasta israelense”.

Vítimas de ameaças após terem seus nomes divulgados, os quatro jurados tiveram de encerrar suas contas nas redes sociais.