A eliminação de Maria Portela para a russa Madina Taimazova revoltou os brasileiros que acompanharam a luta válida pelas oitavas de final da categoria até 70kg das Olimpíadas de Tóquio. A própria judoca, porém, minimizou a polêmica envolvendo a arbitragem.
"O árbitro, se a gente não define, ele tem que definir. E quem tiver um pouco mais de iniciativa, vai levar. Não foi culpa dele. Eu tinha que ter sido mais agressiva, imposto mais o ritmo, por mais que não fosse efetiva. Isso foi o que ela fez e acabou levando", disse Portela.
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Na luta que teve duração de quase 15 minutos, a brasileira teria tido um wazari não confirmado pelo VAR no ponto de ouro e acabou sendo eliminada após receber o terceiro shido por falta de combatividade. Isso havia acontecido em março quando Portela venceu Taimazova no Grand Slam realizado na Geórgia.
"As duas estavam cansadas ali e seria um detalhe. Como a luta estava muito longa, ela teve um pouco mais de iniciativa no final e eu acabei tomando a punição. Em Olimpíada não tem adversária fraca. Fizemos a final em Tbilisi e eu acabei levando por três punições", lembrou a judoca brasileira.
Maria Portela, porém, ainda tem chance de voltar para casa com uma medalha olímpica. Ela vai defender o Brasil na categoria por equipes mista do judô.
"Agora quero ajudar a equipe a chegar ao pódio. Sei que meu ponto é muito importante e o foco é esse, contribuir para que possamos evoluir na competição. Somos um time muito forte", afirmou.
O Brasil é um dos cabeças de chave da categoria equipes mista. A acontece no próximo sábado (31), após a realização de todas as categorias individuais do judô.
