Convocado para a seleção brasileira após o corte de Felipe por lesão, o zagueiro Léo Ortiz, do Red Bull Bragantino, relembrou seu início complicado de carreira no Internacional e comentou sua trajetória até chegar à equipe canarinho.
O defensor foi promovido à equipe principal do Colorado em 2017, quando o clube gaúcho vivia o ano mais complicado de sua história, passando apuros na Série B.
Ortiz, inclusive, passou por um momento delicadíssimo após um empate por 1 a 1 com o Juventude, pela 4ª rodada da Segundona, no qual foi vaiado pelos torcedores.
Depois, no estacionamento, um grupo de vândalos ameaçou a mãe e a irmã do zagueiro, inclusive mostrando uma pedra gigante e prometendo que iriam destruir o carro do jogador.
Por causa disso, ele teve que deixar o Beira-Rio pela porta dos fundos, escoltado por seguranças.
Quatro anos depois disso, Léo exaltou o amadurecimento que teve ao passar pelo momento mais difícil do Internacional em todos os tempos.
"Eu sempre digo que nesse ano do Inter, o de 2017, na Série B, que foi um dos anos mais difíceis do clube, eu amadureci mais do que um ano... Valeu por uns três, quatro anos esse aprendizado que eu tive", afirmou.
"Naquele ano eu tive momentos bons e ruins, mas os momentos ruins me fizeram crescer e amadurecer. Sou mutio grato por todas as experiências boas e também pelas não tão boas, como nesse jogo contra o Juventude, pois elas me fizeram assumir responsabilidade maior e crescer como jogador e pessoa", observou.
"Fico muito feliz de estar agora na seleção. Foi muito gratificante receber essa convocação ao lado da minha família, que estava junto comigo naquele dia (o episódio da pedra) e agora também pode comemorar a chegada a um nível muito alto para o atleta, que é a seleção", complementou.
Léo jogou apenas durante 2017 pelo Inter, sendo emprestado em 2018 ao Sport.
Em 2019, ele foi novamente repassado, desta vez ao Red Bull Bragantino, que o comprou em definitivo ao final da temporada.
