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Ex-Coritiba, Lucas Mendes foi alvo de Grêmio e Corinthians e sonha em jogar Copa do Mundo pelo Catar

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Ex-Coritiba revela sonho de jogar a Copa do Mundo de 2022 pelo Catar: 'Quem sabe surge um convite?' (0:17)

O zagueiro Lucas Mendes, do Al-Wakhrah, do Catar, falou com exclusividade ao ESPN.com.br (0:17)

Destaque do Coritiba no começo da década passada, Lucas Mendes passou dois anos no Olympique de Marselha antes de ir para o Catar. O zagueiro de 30 anos, do Al-Wakrah-CAT, pensa em se naturalizar catariano e sonha jogar a Copa do Mundo de 2022, que será realizada no país.

“Claro que se surgisse um convite ficaria muito feliz. Primeiramente, penso em dar o meu melhor no clube e deixar as coisas acontecerem, quem sabe não venha um convite”, disse o jogador, ao ESPN.com.br.

Em sete anos no Catar, o brasileiro teve algumas ofertas para deixar o país, mas acabou permanecendo.

“Eu tive algumas chances até de voltar para a Europa. Depois, o Grêmio tentou duas vezes e não deu certo por vários motivos. Eu acredito que uma delas tenha sido em 2016, quando o treinador era Roger [Machado] se não estou enganado”.

“O começo aqui foi bem complicado porque é uma cultura e uma vida diferente. Era tudo novo para mim e precisei ter muita paciência nos primeiros seis meses. Depois disso, minha família veio e ficou tudo tranquilo”.

Destaque no Coritiba

O zagueiro paranaense começou no Coritiba aos 11 anos e subiu aos profissionais em 2008.

“A minha estreia foi marcante porque entrei no intervalo do jogo e fui expulso faltando cinco minutos para o final. Acho que foi normal pelo nervosismo. Depois, fiquei um tempo só treinando”.

A chance de Lucas se firmar entre os titulares aconteceu dois anos depois. O zagueiro foi um dos destaques da equipe que conseguiu 24 vitórias seguidas – a terceira maior da história do futebol contanto jogos oficiais – em 2011. Além disso, ele foi duas vezes vice-campeão da Copa do Brasil (2011 e 2012).

“A Copa do Brasil foi marcante para o grupo todo. Infelizmente faltou pouco para sermos campeões. Fizemos campanhas excelentes, mas não deu certo”.

Nesta época, Lucas teve a chance de ir para outros times do Brasil, mas foi contratado pelo Olympique de Marselha, em agosto 2012.

“Tive vários cubes, e o Corinthians também. As negociações com o Coxa não aconteceram. Até que veio o Marselha depois de um jogo contra o Cruzeiro que a gente venceu por 4 a 0 e eu fiz um gol. Eles estavam lá pra me ver e foi tudo muito rápido".

"No outro final de semana, o negócio foi fechado e já viajei para a França. Foi uma proposta muito boa para o clube e para minha carreira. Pude realizar o sonho de jogar na Europa”, afirmou.

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Sonho na Champions

Lucas chegou ao Olympique quando o PSG já começava a dominar a França. Na primeira temporada, ele foi vice-campeão da Ligue One e foi para da Champions League.

“É o maior clube da França em termos de história e tem a maior torcida disparada na França, são bem fanáticos. Dá para comparar com a do Corinthians e a do Flamengo. Hoje, o PSG tem ganhado vários títulos e tem um investimento forte por trás”.

“Eu joguei contra o Neymar na época do Santos, foi um dos mais complicados. Ele está entre os três melhores do mundo. O Ibra é um atacante fora de serie e o mais difícil em termos de porte físico, é um gênio. Joguei várias vezes contra ele e foi o que mais me impressionou”. Ele também jogou a fase de grupos de Champions League contra Napoli, Borussia Dortmund e Arsenal.

“A estreia me deu um frio na barriga e escutar a música é uma sensação incrível. É o sonho de todo jogador brasileiro jogar essa competição. Foi muito marcante. Pegamos um grupo bem complicado e foi inesquecível”.

“Contra o Dortmund fora de casa me marcou bastante. Perdemos, mas fui um dos melhores em campo. A pressão da torcida era enorme, e o volume jogo foi incrível. Eles foram finalistas da Champions naquele ano e tinham Gotze, Reus, Hummels e Lewandowski, era uma grande equipe”.

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Sem planos de voltar

Na temporada seguinte, Lucas jogou apenas uma partida sob o comando do treinador Marcelo Bielsa antes de ser vendido para o El Jaish, do Catar.

“Foi tudo muito rápido. Fiz a pré-temporada e dois dias antes do jogo de estreia me falaram da possibilidade de sair, mas não acreditei muito. Depois do jogo, as coisas andaram e o clube precisava vender algum jogador. A proposta era boa e optaram por me vender porque era um contrato vantajoso”.

Lucas foi em 2017 para o Al-Duhail-CAT e no ano seguinte foi contratado pelo Al-Gharafa-CAT, no qual jogou por seis meses com o astro Wesley Sneijder.

“Ele estava em final de carreira e voltando de lesão. Tinha uma qualidade acima do normal quando pegava na bola. Fora de campo, era uma excelente pessoa, um cara do grupo e um líder. Era o nosso capitão. Ele procurava ajudar todo mundo e sempre dava conselhos e tirava o máximo de cada um”, elogiou.

Com tanto de Catar, Lucas não tem planos de voltar ao Brasil tão cedo.

“Eu tenho contrato, mas no futebol as coisas acontecem muito rápido. A família gosta do Catar e eu penso em ficar mais um tempo por aqui”.