Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF entre 1989 e 2012, foi banido do futebol pela Fifa, nesta sexta-feira (29) por conta de violações no código de ética da entidade que rege o futebol mundial. A informação foi publicada pela Globoesporte.com.
O ex-dirigente, a exemplo de seus sucessores na confederação brasileira, Marco Polo Del Nero José Maria Marin, não pode mais ter envolvimento com qualquer atividade ligada ao futebol profissional em âmbito global.
Segundo comunicado da Fifa, o conselho de ética da Fifa avaliou que Teixeira é culpado das acusações de suborno. Ele também foi multado em 1 milhão de franco suíços (R$ 4,2 milhões). Michel Assef Filho, advogado do ex-dirigente, vai recorrer da decisão ao Comitê de Apelação da Fifa.
Teixeira é mais um a cair devido à investigação iniciada pelo FBI em 2014, que veio à tona em 2017.
O relatório elaborado pelo advogado Michael Garcia, aponta que ele violou seis artigos do Código de Ética: artigo 13 (regras gerais de conduta), artigo 15 (lealdade), artigo 19 (conflito de interesses), artigo 20 (oferecer e aceitar presentes e outros benefícios), ártico 21 (propina e corrupção), artigo 22 (comissão).
Ricardo Teixeira chegou à presidência da CBF com apoio de seu então sogro João Havelange, presidente da Fifa entre 1974 e 1998, morto em 2016.
