Quase dois meses após a morte do filho Danilo Feliciano de Moraes, Cafu falou pela primeira vez sobre o assunto. Em entrevista à Veja, publicada na última sexta-feira, o ex-lateral compartilhou como tem sido os seus dias desde a perda do primogênito.
"Ainda não assimilei o fato de que enterrei um filho. Vou ao cemitério a cada cinco dias, não tive coragem de entrar no quarto dele e nunca mais pisei no campo onde tudo aconteceu", disse o pentacampeão mundial.
"Enterrar um filho foge do contexto geral, de tudo o que você sente ao longo da vida. Não tive coragem de entrar no quarto dele até agora, meu filho Wellington recolheu as coisas e colocou tudo para doação. Nunca mais pisei no campo onde aconteceu a convulsão. Não sei como descrever a sensação de jogar terra sobre o caixão de um filho sabendo que ele não vai mais voltar. A morte de um filho acompanha um pai e uma mãe para o resto da vida", acrescentou.
Danilo morreu no dia 4 de setembro após sofrer um infarto enquanto jogava futebol no aniversário da sua irmã no bairro de Alphaville.
"Choro todos os dias sozinho. Quando entro em casa, procuro me mostrar forte. Afinal, sou a pilastra da família. Choro em geral no trânsito e ligo para amigos apenas para chorar. Eles até sabem e ficam calados, então eu choro, choro e choro. Chorar alivia o peito", compartilhou o ex-lateral.
