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Leonardo Vaca, da seleção boliviana, é investigado por sequestro ligado ao tráfico

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Os três gols do time de Tite foram marcados no segundo tempo (0:46)

A polícia da Bolívia decidiu nesta sexta-feira investigar se Leonardo Vaca, atacante que disputou a Copa América do Brasil, participou de um sequestro cometido por narcotraficantes que atuam no país.

O diretor da Força Especial de Luta contra o Crime de Santa Cruz de la Sierra (FELCC), Johnny Aguilera, explicou em entrevista coletiva que os agentes encontraram indícios suficientes para pedir a inclusão de Leonardo na investigação.

O sequestro ocorreu há dois meses, antes do atacante se transferir do Blooming, de Santa Cruz de La Sierra, para o Bolívar, seu atual time. Várias notas fiscais de compras feitas no nome do jogador foram encontradas no cativeiro onde a vítima do sequestro foi mantida.

Leonardo prestou depoimento hoje e negou ter qualquer envolvimento com o crime. Segundo ele, as notas fiscais em seu nome encontradas pelos agentes foram de compras feitas por seu ex-motorista em Santa Cruz de La Sierra. O funcionário é quem teria vínculos com o tráfico.

"Estou tranquilo, na verdade. Não tenho nada a ver com isso. Não estou envolvido em nada. Quero que as pessoas saibam que não sou uma pessoa ruim", afirmou o jogador.

A vítima do sequestro foi identificada apenas como Mauricio. Segundo o diretor da FELCC, ele foi capturado por narcotraficantes como "garantia" de que seu irmão, Diego, pagaria dívidas contraídas com a quadrilha. Diego seria, segundo a polícia, um assassino de aluguel.

O diretor da FELCC considera que há uma relação direta do jogador com o sequestro pelo fato de as notas fiscais ligadas a Leonardo terem sido encontradas no cativeiro de Mauricio. Segundo Aguilera, o atacante do Bolívar era quem levava comida à vítima.

Um carro de Leonardo foi apreendido pelos agentes do FELCC. Na entrevista coletiva, Aguilera disse que suspeita que Nelson Mauriel Álvarez, ex-vice-presidente do Blooming, também teve participação no sequestro.

O dirigente foi achado morto no início de julho em uma das ruas de Santa Cruz. A polícia da Bolívia trabalha com a hipótese que ele foi vítima de um "acerto de contas", já que no corpo de Mauriel Álvarez foi encontrada uma identidade falsa. Segundo os investigadores, o documento era usado para praticar ações ilícitas.

Mauriel e Leonardo eram bastante próximos, segundo a polícia. O dirigente chegou a intervir para que o atacante fosse libertado após se envolver em um acidente de trânsito em aparente estado de embriaguez em junho. "O jogador dependia de Mauriel", afirmou Aguilera.

Leonardo fez parte da seleção boliviana que disputou a Copa América no Brasil. O jogador, inclusive, chegou a entrar em campo na estreia do time no torneio, contra os comandados de Tite, em São Paulo. O Brasil venceu o jogo por 3 a 0.