Tite viverá no próximo domingo, às 17h (de Brasília), contra o Peru, sua primeira final com a seleção brasileira. Não dá, porém, para chamar o técnico de inexperiente em jogos que valem título depois de 28 anos de carreira: já são 13 decisões, com dez títulos e apenas três vices.
As únicas vezes em que o atual treinador do Brasil entrou em uma final e não saiu campeão foram na Copa do Brasil e Recopa Sul-Americana de 2009 e no Campeonato Paulista de 2011. Em todas outras ocasiões como a que enfrentará agora na Copa América, saiu com o título.
A primeira taça erguida por Tite foi a segunda divisão do Campeonato Gaúcho de 1993, com o Veranópolis, clube que o técnico sempre gosta de citar ao falar do início de carreira. Na ocasião, contudo, não disputou final para ser campeão, sendo vitorioso em um quadrangular.
A estreia em decisões só viria sete anos mais tarde, em 2000, quando comandando o Caxias enfrentou o favorito Grêmio em dois jogos pelo título gaúcho. Com vitória por 3 a 0 no jogo de ida e empate sem gols na volta, no Olímpico, sagrou-se campeão pela segunda vez como técnico.
Tite, então, foi para o próprio Grêmio, clube pelo qual venceria mais duas finais em 2001: primeiro o Gaúcho, de novo, sobre o Juventude; depois a Copa do Brasil, contra o Corinthians.
Sete anos se passaram, entre trabalhos por clubes como São Caetano, Corinthians, Atlético-MG, Palmeiras e Al Ain (Emirados Árabes), até a chegada ao Internacional. No comando colorado foram cinco finais, com mais três títulos e o sabor dos dois primeiros vices.
Já em 2008, quando chegou, disputou a decisão da Sul-Americana e levou a melhor sobre o Estudiantes. Em 2009, Campeonato Gaúcho e título contra o arquirrival Grêmio.
Tite descobriu, então, que era possível perder uma final, sendo batido pelo Corinthians e ficando com o vice da Copa do Brasil. Voltaria a sentir esse sabor na Recopa Sul-Americana, em que a LDU-EQU ficou com a taça. Ainda em 2009, mais uma decisão, da Copa Suruga, no Japão, onde retomou o caminho das conquistas, levando a melhor sobre o local Oita Trinita.
Depois disso, o treinador voltou a finais já no comando do Corinthians. No período mais vitorioso da carreira, começou amargando sua última derrota em decisões, perdendo o Campeonato Paulista de 2011 para o Santos de Neymar.
Um vice que abriu caminho para mais quatro decisões – tirando os títulos em pontos corridos – e quatro taças. Em 2012, a Libertadores, até então inédita para o clube, e o Mundial de Clubes; e, em 2013, o Paulista (em vingança sobre o Santos) e a Recopa Sul-Americana.
O aproveitamento de 77% em finais na carreira será testado agora na seleção, com quem Tite só disputou até então a Copa do Mundo de 2018, sem conseguir chegar à final, com queda nas quartas. A Copa América dará ao técnico seu 14º jogo de título, mas o primeiro com o Brasil.
