O Brasil vai entrar em campo, nesta quinta-feira, às 21h30 (de Brasília), contra o Paraguai, com Allan de titular. O jogador do Napoli será o substituto do suspenso Casemiro, já que o favorito à vaga Fernandinho também não tem condições de jogo, com problema no joelho direito.
Apesar de o novo “titular” não ter sido a primeira opção, Tite fez questão de demonstrar confiança em Allan na véspera da partida. Um apoio que vem também de uma de suas inspirações como técnico, o italiano Carlo Ancelotti, atual treinador do Napoli.
Com a palavra, o próprio Tite: “É o Allan da equipe do Napoli com Ancelotti, não o Allan do (Maurizio) Sarri. Por quê? Jogavam mais na primeira função, saindo. Com Ancelotti, jogam com dois volantes. Faz um jogador mais posicional, com boa saída, mobilidade.”
O técnico brasileiro chegou até a fazer uma comparação, da atuação de Allan ao lado do eslovaco Marek Hamsik e agora com Arthur. “Hamsik está para Arthur”, explicou ele, que se encantou com Ancelotti em seu sabático, quando acompanhou seus treino no Real Madrid.
No Napoli, as diferenças de Allan com Sarri e Ancelotti são importantes. Com antecessor, o brasileiro atuava mais pelo lado direito do campo e era menos acionado com a bola. Já com o atual comandante do Napoli, tem mais responsabilidade na construção inicial de jogo.
Com Sarri, por exemplo, Allan dava, em média, 58 toques na bola por jogo. Agora, são 81. O número de passes certos subiu de 38 por partida para 57 e, mesmo na defesa, as estatísticas melhoraram – antes, eram cinco bolas recuperadas por duelo; com Ancelotti, oito.
Números que colocam Allan em evidência também no mercado. Na Copa América, ele é um dos jogadores mais valiosos na avaliação do site “Transfermarkt”, e o PSG chega à segunda janela de transferência tentando sua contratação – em cifras que superam R$ 200 milhões.
O valor deve impressionar muitos brasileiros, que talvez sequer conhecem Allan, talvez, o mais “discreto” entre os 23 convocados da seleção. Parte da explicação passa por uma carreira que se transformou na Itália e ainda não deu o salto para algum dos gigantes do futebol europeu.
No Brasil, porém, Allan também teve destaque, com a camisa do Vasco, sendo campeão da Copa do Brasil. Na época, porém, atuava também como lateral-direito – tendo, inclusive, barrado Fagner, outro jogador da seleção brasileira na Copa América, em alguns momentos.
Com a camisa verde e amarela, Allan também foi campeão mundial sub -20 em 2011, em geração que também contava com Alex Sandro, Casemiro e seu amigo desde a base vascaína Philippe Coutinho, todos à disposição agora de Tite na seleção principal.
Ao lado de Arthur, com a inspiração no Napoli de Ancelotti, Allan foi testado em amistoso contra a República Tcheca e também na goleada sobre o Peru no último sábado.
Brasil e Paraguai se enfrentam nesta quinta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), pelas quartas de final da Copa América. Quem vencer, encara Venezuela ou Argentina na semi.
