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Há 25 anos: O último ato de Maradona com a camisa da Argentina em Copas do Mundo

Nesta terça-feira (25), faz exatamente 25 anos que a Argentina assistiu seu melhor jogador de todos os tempos dar adeus à seleção nacional. Era a Copa do Mundo de 1994, e Diego Armando Maradona fazia seu último jogo pela Albiceleste.

Até então, tudo parecia bem. A seleção fazia um bom começo na competição, jogando muita bola e com duas vitórias convincentes. No primeiro jogo, 4 a 0 na Grécia, a partida foi marcada por um gol antológico de El Pibe, então com 33 anos, depois de uma linda troca de passes.

O que chamou a atenção foi a comemoração. Correu em direção das câmeras, com raiva e berros. O jogador já não era mais o mesmo de antigamente, com o brilho de 1986 e 1990. Diziam que estava acima do peso e desacreditado. Até por isso ele 'desabafou' tando depois de marcar.

Ente 1991 e 1992, o camisa 10 já havia ficado suspenso 15 meses por uso de cocaína, e ali nos Estados Unidos era chance da volta por cima. Ele atuou também contra a Nigéria, na segunda rodada, com vitória de 2 a 1.

Mas, nesse jogo ele foi sorteado para o exame antidoping, e deixou o gramado numa das imagens que ficaria marcada como uma das mais emblemáticas das Copas. Maradona saiu de mãos dadas com a enfermeira, no que foi a sua última imagem como jogador em uma Copa do Mundo.

Mais tarde, no dia 29, o começo dos sonhos dos argentinos parecia ter virado um pesadelo. Foi quando a FIFA anunciou que um atleta havia sido pego no exame. Depois foi a vez da AFA divulgar que quem havia dado positivo era Diego.

Eram substâncias dentro da família efedrina - efedrina, norefedrina, pseudoefedrina, norpseudoefedrina e metaefedrina – que estão dentro de descongestionantes nasais e em remédios para emagrecer. Por ironia, anos mais tarde as mesmas substâncias deixaram de ser proibidas pela FIFA.

O jogador foi afastado e depois excluído do Mundial. A Argentina acabou perdendo os dois jogos seguintes, para Bulgária na fase de grupos e Romênia nas oitavas de final.

Maradona chegou a "jurar pelas filhas" que não havia feito nada de errado, e disse na época: "Cortaram as minhas pernas. Tenho a alma destroçada".

Muitos foram acusados pelo acontecimento. Médicos da seleção, por ter prescrito medicamentos vetados, e até a CIA. Segundo os argentinos, havia uma conspiração, a agência americana teria interesse em tirar de cena esportistas que poderiam estar ligados a narcotraficantes.

Fato é que o doping praticamente decretou o fim da carreira do gênio, do Dios. Ele até chegou a jogar pelo Boca Juniors depois, mas era nítido que já não havia mais nenhum resquício do que havia sido. Oficialmente, parou de jogar em 1997.