A Copa América Centenário, nos Estados Unidos, há três anos, sacramentou o fim da passagem do técnico Dunga pela seleção brasileira. A competição em 2016, porém, marcou também um recorde de cortes durante o período de preparação, com seis jogadores substituídos.
Parte do problema, bem menor, é verdade, é vivida agora por Tite, que perdeu Neymar, seu principal jogador, a pouco mais de uma semana para a estreia contra a Bolívia, dia 14.
Com o antecessor do atual treinador, há três anos, os cortes aconteceram de formas variadas: de quem sequer se apresentou por contusão a lesão de quem já substituía um machucado.
A primeira baixa foi do atacante Ricardo Oliveira, então no Santos, que sequer se apresentou à seleção em virtude de uma lesão no joelho. Para seu lugar, Dunga convocou Jonas, do Benfica.
Já durante a preparação, a seleção perdeu Douglas Costa, aposta do técnico para um torneio que o Brasil também não teria Neymar – o Barcelona não o liberou, priorizando os Jogos Olímpicos do Rio. Quem herdou a vaga foi Kaká, então atuando no Orlando City.
Acontece que o meia foi mais um a não disputar aquela Copa América. Três dias antes da estreia, Kaká sentiu em um treinamento e aumentou a lista de cortados. Paulo Henrique Ganso, então no São Paulo, ganhou a chance de ser convocado.
Antes disso, Dunga perdeu também mais dois jogadores, completando seis cortes na preparação. No mesmo dia, deixaram a seleção Rafinha, do Barcelona, e o goleiro Ederson, então no Benfica. Lucas, ex-PSG e curiosamente também cotado para substituir Neymar agora em 2019, e Marcelo Grohe, ex-Grêmio, foram escolhidos para a troca.
Quando a bola rolou, a seleção brasileira foi eliminada ainda na primeira fase da Copa América Centenário, com empate com o Equador, vitória sobre o Haiti e derrota para o Peru. Foi a última competição sob o comando de Dunga, demitido e substituído por Tite.
