Na última terça-feira, em entrevista publicada na coluna “Gente Boa”, do jornal O Globo, o irmão e empresário de Ronaldinho, Assis, confirmou que o ex-camisa 10 está oficialmente aposentado do futebol.
Agora, 12 anos depois, o encantador "Quadrado Mágico" da Copa de 2006, que tinha, para além de Gaúcho, Ronaldo "Fenômeno", Kaká e Adriano, está praticamente todo desfeito. E sem ninguém parando em alta.
Destes, só o último ainda não anunciou sua aposentadoria dos gramados profissionalmente de forma oficial, ainda que não atue em alto nível desde 2014, pelo Atlético-PR - em 2016, fez uma partida pelo Miami United, mas na NASL, espécie de "segundona" da MLS, principal campeonato norte-americano.
O ex-atacante de Inter de Milão, Corinthians, São Paulo, Parma e Roma, aliás, causou 'reboliço' nas últimas semanas, quando afirmou estar conversando com a diretoria do Flamengo para, em 2018, voltar a jogar pelo time rubro-negro.
"Vamos conversar e vamos ver o que vai acontecer. Vamos fazer um trabalho bom, para voltar o mais rápido possível", disse o avante, em entrevista ao canal SporTV, após o Jogo das Estrelas, promovido por Zico, no Maracanã. À oportunidade, ele marcou um gol, apesar de ter chegado atrasado para a partida festiva.
Ronaldinho teve fim parecido com o que pode ter Adriano. O craque de Barcelona, Atlético-MG, Flamengo e Milan teve como clube derradeiro em sua carreira o Fluminense, em 2015, mas, definitivamente, não deixou saudades nas Laranjeiras.
Foram apenas dois meses e nove partidas com a camisa tricolor, sem marcar sequer um gol. O ex-camisa 10 teve diversos problemas clínicos e chegou a ser poupado de algumas partidas sob a justificativa de que estava aprimorando a parte física. A torcida, por sua vez, não o deixava passar ileso de críticas e o vaiava em várias jogadas que concluía de forma errada.
Depois de deixar o time do Rio de Janeiro, Ronaldinho chegou a ser especulado em alguns times, mas o máximo que fazia dentro de campo eram partidas comemorativas - como uma no Camp Nou, pelo Barcelona. No entanto, seu trabalho era, geralmente, fora dos gramados.
O agora ex-atleta virou cantor e participou de hits com diversas estrelas da música brasileira, como Dennis DJ, Wesley Safadão e a dupla sertaneja João Lucas & Marcelo. Suas aparições em festas e shows eram constantes, bem como suas postagens nas redes sociais ao lado de mulheres e muita bebida.
“Ele parou. Acabou. Vamos fazer algo bem grande, bacana, após a Copa da Rússia, provavelmente em agosto. Faremos vários eventos rodado por Brasil, Europa e Ásia. E, claro, estamos combinando um jogo com a seleção brasileira. A Nike vai jogar junto na elaboração desse projeto. Ainda não tenho detalhes, por enquanto estamos montando um programa, uma pauta. O fato de ele ser embaixador do Barcelona por dez anos facilita muito lá fora. Ele é querido lá e aqui”, disse Assis, na última terça.
Antes de R10, quem já havia dado adeus ao futebol era Kaká. O ex-meio-campista pendurou as chuteiras após uma aventura de quase três anos na MLS pelo Orlando City.
Por lá, ele promoveu a recém-criada equipe e, em 78 partidas, marcou 25 gols e deu 19 assistências. Mesmo assim, nada disso foi o suficiente para dar um título à sua equipe no torneio nacional e, no fim de sua passagem, acumulou muitos problemas físicos que o impossibilitaram de continuar jogando.
No fim do ano passado, o São Paulo chegou a cogitar a contratação de sua prata-da-casa, mas tudo não passou da vontade.
Já "Fenômeno" é quem está há mais tempo sem jogar. Sua despedia ocorreu no Corinthians, em 2011.
É bem verdade que o craque de Real Madrid, Barcelona, Inter de Milão, PSV e Cruzeiro teve muito boas atuações com a camisa alvinegra, mas sua saída se deu após um dos grandes vexames da história corintiana, quando caiu para o Deportes Tolima-COL na pré-Libertadores daquele ano.
No dia do anúncio, Ronaldo chorou, pediu desculpas à torcida e ainda revelou que seus recorrentes problemas de peso se deram por conta de um hipotireoidismo, que foi descoberta e o perseguia desde 2004.
Hoje, o ex-atacante é embaixador do Real Madrid, por onde foi ídolo, e virou comentarista dos jogos da seleção brasileira na TV Globo.
