Reforço do São Paulo para a temporada 2024, o meio-campista Luiz Gustavo é o convidado do Bola da Vez, da ESPN, que vai ao ar neste sábado (24), às 22h, com transmissão pela ESPN no Star+.
Hoje com 36 anos, Luiz Gustavo esteve em campo em uma das partidas mais emblemáticas da história da seleção brasileira: a fatídica derrota por 7 a 1 sofrida para a Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo de 2014. Na época, o atleta estava no futebol alemão e viveu de perto a preparação do país para o Mundial.
“Como eu fiquei um período muito longo lá, a questão do planejamento é uma coisa que eu acredito muito. E na minha vida eu tento sempre planejar ou criar formas de alcançar o que eu quero alcançar. E isso eu aprendi com essa cultura alemã também”, iniciou.
Luiz Gustavo contou ainda que o sentimento era de tranquilidade para a partida contra os alemães. Para o meio-campista, a seleção fez bons 15 minutos iniciais no Mineirão, mas desmoronou após sofrer o primeiro gol e não conseguiu se encontrar mais mentalmente em campo.
“Eu fui bem, bem confiante, feliz de tudo que estava vivendo nosso no Brasil, com a torcida e tudo mais. Foi muito tranquilo, sabe? E no jogo também estava tranquilo. A questão foi, eu acredito que, como eu disse ali, eu acho que o que ficou nítido ali naquela situação foram os primeiros 15 minutos que eu acho que todo mundo estava ainda lúcido”.
“E aí depois aconteceu o primeiro gol, o segundo gol, e aí acho que já não tinha mais controle. Estava naquela coisa: apanhei, vou reagir, apanhei, vou reagir. Tentando reagir de formas individuais que não era o ideal. Então, podemos dizer assim, foi um conjunto de coisas que levou àquela situação. Mas, em geral, eu consegui resolver a minha situação com isso entendendo que eu tinha que ter passado por aquilo”.
Ao Bola da Vez, Luiz Gustavo explicou qual foi o tamanho do impacto daquela eliminação no lado psicológico e como conseguiu se blindar das críticas para dar sequência na carreira. Naquele momento, o atleta estava no Wolfsburg, clube no qual esteve até 2017.
“Todo mundo sentiu de uma forma, sabe? Eu tentei gastar toda a energia. Então eu tirei as minhas redes sociais. Mesmo quando a gente ganhou a Copa das Confederações eu não gostava. Já era um processo meu que eu me sentia melhor. Então, para mim, foi só uma coisa natural”.
“Então tudo que eu precisava fazer, buscar um nutricionista, dormir melhor… A gente estava num ponto que você fica desgostoso do futebol. Você perde energia, perde motivação, perde força. Então, tentei focar em se alimentar melhor, dormir melhor, treinar, focar realmente em coisas que fossem me levar a voltar a sentir aquela confiança e que o futebol ainda tinha um porque continuar”.
“Então, no meu caso, eu não precisei (de psicóloga), mas sempre, como disse, vendo, lendo e buscando coisas que me faziam bem, sabe? De passo a passo. E continuo fazendo até hoje. Continuo sempre focando no que realmente eu preciso para estar bem”.
“Então foi um aprendizado. Como eu disse, eu acredito que eu tinha que passar por aquilo para evoluir outros pontos pessoais e profissionais. Então consegui criar agora situações que eu consigo potencializar a minha vida de uma forma mais eficaz, sabe? Gastando energia no que realmente eu preciso e no que eu quero”.
Para retomar a carreira naquele momento e se recuperar do baque que sofreu, o meio-campista da seleção brasileira relembrou a boa Copa do Mundo que havia realizado até aquela semifinal e, em seguida, resolveu olhar apenas para frente para reescrever novas páginas na carreira.
“Eu tento focar muito naquela situação: aquilo aconteceu. Tinha dois caminhos: ou eu ia totalmente pra baixo ou tentava sobreviver, eu digo assim, continuar. E eu botei todas as minhas energias em continuar. E isso aí que entrou toda essa situação de que mesmo sabendo que se for pensar individualmente, eu fiz uma Copa boa, joguei, ajudei”.
“Só que no final todo mundo perdeu igual, todos sofreram. Eu era parte daquilo. Então eu vejo que eu tinha que passar por aquilo, independente se errei, se acertei, se joguei bem, eu joguei mal, eu tinha que passar por aquilo porque eu estava ali. Eu vejo dessa forma”.
“Eu prefiro quando tem um problema, eu assumir que se eu fiz parte eu tinha que estar naquilo ali. Não ficar apontando o dedo para cá e para cá. Não. Eu passei porque eu tinha que passar por alguma coisa que Deus queria me mostrar, ou eu mesmo tinha que mostrar para mim que eu era capaz”, finalizou.
Hoje com a camisa do São Paulo, Luiz Gustavo soma dois gols em seis partidas e conquistou o título da Supercopa do Brasil pelo Tricolor do Morumbi
Onde assistir ao Bola da Vez com Luiz Gustavo?
O Bola da Vez com Luiz Gustavo vai ao ar neste sábado (24), às 22h, com transmissão pela ESPN no Star+.
