O dia 15 de janeiro de 2009 é uma data bastante trágica no futebol brasileiro. Foi quando o ônibus do Brasil de Pelotas caiu em uma ribanceira e vitimou três pessoas: os jogadores Claudio Millar e Régis, além do preparador de goleiros Giovani Guimarães.
Naquele elenco havia um jogador consagrado e bastante conhecido do futebol brasileiro: Danrlei, ídolo do Grêmio e com passagem pela seleção brasileira. Quase 15 anos depois, o ex-goleiro, convidado do Resenha ESPN, que vai ao ar nesta sexta-feira (12), às 22h, pela ESPN no Star+, comentou sobre o drama vivido.
Danrlei não escondeu que ainda carrega as marcas da tragédia. Além de toda a dor de perder amigos jovens, o ex-goleiro desde então não conseguiu mais entrar em um ônibus. Até mesmo veículos um pouco maiores, como uma van, ele praticamente tirou da sua vida entrar em outros maiores.
“Não lembro de ter entrado em um ônibus novamente depois de lá. Se eu posso escolher não estar, eu não vou. Em uma van, ela mexe, já volta, tem na memória. Marcou a vida de uma cidade, uma cidade que tem dois clubes rivais. Mas a rivalidade parou naquele momento", disse Danrlei, completando.
"Você perder amigos dessa forma é uma coisa complicada, pessoas que você estava começando a ter uma boa convivência. No meu caso, eu que encontrei o treinador de goleiros. Ele estava começando a carreira, filha pequena… e os meus primeiros 15 dias foram só com ele. Nenhum atleta continuou jogando futebol depois daquilo. Não pelo psicológico, pelas lesões. Eu joguei uns 3 jogos, mas não tinha jeito", finalizou.
