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Atacante da Argentina não engoliu ser banco de ex-Palmeiras: 'Todos o tinham como Messi, e eu nunca tinha visto jogar'

Conheça a história do atacante Nicolás González, da Fiorentina, que deverá ser titular da Argentina contra a Venezuela, nesta sexta-feira


Baixinho na infância, Nicolás González sofreu até conseguir se firmar na carreira e virar jogador da Argentina, que enfrenta a Venezuela, nesta sexta-feira (25), às 19h30 (de Brasília), pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo 2022.

Descoberto por olheiros do River Plate-ARG, o atacante foi levado para fazer testes aos 11 anos de idade no time de coração na infância. Ele ficou um mês e meio na equipe de Buenos Aires e resolveu sair porque achou que não estava recebendo muita atenção. O jovem tentou a sorte também no pequeno Platense-ARG, mas também ficou insatisfeito porque era muito longe de sua casa.

Algum tempo depois, Nico foi aprovado na base do Argentinos Juniors. No entanto, o atacante resolveu largar o futebol aos 14 anos porque seu crescimento era muito tardio. Por ser menor e mais fraco, ele não conseguia acompanhar os outros garotos da mesma idade.

“Ele me disse que não queria mais ir treinar. Eu o obriguei porque sabia que era disso que ele gostava e que mais tarde iria se arrepender. Houve dias em que ele chorou para não ir ou disse que sua cabeça doía, mas ele foi em frente”, disse Paola, mãe do jogador, em entrevista a "Rádio Colonia AM", da Argentina.

Os conselhos deram resultado e Nicolás foi ganhando moral no clube que revelou Riquelme e Maradona. O atacante estreou como profissional em 2016 e fez o gol contra o Gimnasia de Jujuy que decretou o retorno da equipe à primeira divisão argentina.

Com a chegada do veterano atacante Lucas Barrios, ex-Palmeiras e Grêmio, Nicolás perdeu o lugar no time. No entanto, algum depois voltou a ser titular e ajudou em boas campanhas da equipe na elite.

Assim que Barrios deixou o time argentino, com apenas 13 partidas disputadas, o jovem não perdeu a oportunidade de alfinetá-lo.

"Quando ele chegou, todos o tinham como Messi e eu nunca o tinha visto jogar. De 'nove' [centroavante] eu me sentia muito confortável. Quando Lucas chegou era a prioridade. Se jogava pelo nome e não pelo que foi mostrado em campo. O que posso dizer?", alfinetou González em uma entrevista ao "Pasion Paternal".

Em 2018, Nicolás foi vendido ao Stuttgart, da Alemanha, por 8,5 milhões de euros (R$ 45,12 milhões) – a maior da história até então do Argentinos Juniors.

Após três anos na Bundesliga, o atacante foi comprado pela Fiorentina por 23,5 milhões de euros (R$ 124,76 milhões). Desde então, foram três gols e seis assistências em 29 jogos nesta temporada pela Viola, que está na oitava posição do Campeonato Italiano.

Atualmente avaliado em 24 milhões de euros (R$ 127 milhões) pelo Transfermarkt, site especializado no mercado do futebol, o atacante canhoto foi campeão da Copa América de 2021. Com dois gols marcados na competição, ele entrou no segundo tempo da final disputada no Maracanã contra o Brasil na vaga de Di María.