A temporada da NBA acabou há pouco tempo, mas desde a derrota do Cleveland Cavaliers para o Golden State Warriors, o futuro de LeBron James começou a ser especulado.
Um dos times que devem ir atrás do ala é o Los Angeles Lakers. E acredite, LeBron pode não ser o único astro a levar seus talentos para a Califórnia.
Já imaginou os Lakers com James, Paul George e Kawhi Leonard? Pois é. As chances existem, e Kevin Pelton, da ESPN, mostra como a tradicional franquia pode ser a grande vencedora da offseason.
Como os Lakers podem acomodar os salários
Os Lakers podem assinar com James e George, que são free agents irrestritos - caso declinem suas opções para 2018-19 (já mostramos as outras opções de LeBron). Eles podem liberar espaço na folha salarial tranquilamente se rescindirem com Luol Deng e não renovarem com seus outros free agents.
Colocar Leonard no negócio é a parte mais complicada - principalmente por ele ainda ter contrato com os Spurs. Logo, ele teria que ser trocado para os Lakers.
Kawhi tem salário muito inferior ao máximo (US$ 20,1 mi em 2018-19), mas LeBron e George devem receber, juntos, quase US$ 66 mi. Isso levaria a folha dos Lakers para mais de US$ 85 milhões em apenas três jogadores.
A matemática faz com que seja praticamente obrigatório que os Lakers coloquem Deng na troca com San Antonio.
Kawhi precisa pedir para ser trocado para Los Angeles
Adrian Wojnarowski, repórter da ESPN, disse que Spurs e Leonard se encontrarão o quanto antes para discutir uma possível renovação super-max que pagaria até US$ 219 milhões para o ala. Se essa oferta não acontecer, Leonard pediria para sair de San Antonio. Se isso acontecer, os Lakers estaria no radar do jogador.
Uma troca poderia envolver uma das duas últimas escolhas de draft do time de Los Angeles - Lonzo Ball ou Brandon Ingram. Uma saída de Ball poderia facilitar ainda mais a vida dos Lakers, já que ele receberia US$ 7,5 mi na próxima temporada, contra US$ 5,8 mi de Ingram.
Mas um jovem jogador não seria suficiente para que a troca pudesse ser fechada. Deng teria que ser envolvido para que os valores ficassem nivelados. Mas, além disso, é provável que Kyle Kuzma também poderia ser incluído no negócio.
Digamos que os Spurs aceitassem Ball, Deng e Kuzma por Leonard, montar um jovem time liderado por dois jovens jogadores e o armador Dejounte Murray seria a nova realidade. Isso sem imaginar a inclusão de uma terceira equipe na troca.
Quem jogaria ao lado do Big Three dos Lakers?
Levando em conta que o teto salaria da NBA deve chegar a US$ 101 milhões, James e George assinaria contratos máximos e Leonard chegaria por troca, os Lakers teriam apenas seis jogadores sob contrato: o big three, Ingram, o jovem Josh Hart e a escolha de primeira rodada do draft de 2018 (25ª escolha). Os Lakers também têm a 47ª escolha do draft.
Logo, o time teria muito trabalho para montar o restante do elenco com veteranos que chegariam pelo valor mínimo estipulado.
Na teoria, Ingram seria titular e comandaria a armação do time com os reforços - assim como fez na temporada passada, enquanto Ball esteve lesionado. O quinteto teria Leonard como seu jogador mais baixo (2,01m), o que facilitaria as rotações defensivas do time.
O time teria que buscar um pivô do mesmo estilo - Nerlens Noel poderia ser o nome, principalmente por ser jogador do empresário Rich Paul, amigo próximo de LeBron. Wojnarowski também noticiou que o Dallas Mavericks explorou a opção de trocar Noel por Julius Randle na temporada passada.
Para montar o banco de reservas, os Lakers teriam que fazer algo parecido com o que os Warriors fizeram: aceitar jogadores menos conhecidos e com contratos menores - mas poderiam ter ao menos um All-Star na quadra em qualquer momento, assim como Golden State faz desde que Kevin Durant chegou.
As chances são pequenas. Mínimas. Mas elas existem. E o caminho para os Lakers montarem um big three pode já estar traçado.
