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'Foi como o Chaves...': CBF diz qual foi erro em possível pênalti não marcado para o Palmeiras contra Bragantino

O Palmeiras ficou na bronca com o árbitro Sávio Pereira Sampaio por conta da não-marcação de um suposto pênalti cometido pelo goleiro Cleiton, do Red Bull Bragantino, em cima de Endrick, no segundo tempo do empate por 1 a 1, em confronto realizado no último sábado (13), no Allianz Parque.

Em vídeo gravado pela CBF para esclarecer as polêmicas da rodada, Wilson Luiz Seneme, chefe da Comissão de Arbitragem da entidade, analisou o lance do início ao fim e teceu críticas ao juiz de campo.

“É importante isso. Quando o goleiro de uma equipe está com a bola no pé e vai chutar a bola para frente, eu, como árbitro, tenho que me posicionar lá na frente, no ponto futuro da bola. E aqui nós vemos o Sávio posicionado em uma zona muito intermediária”.

“Olha só, a bola, quando vai lá na frente, ele fica muito para trás na jogada. Ele ficando atrás, a possibilidade de ele ver detalhes, diminui. Ele precisava acelerar e prever uma possível disputa. Isso é um elemento de correção ao árbitro”, iniciou.

Em seguida, Seneme explica que, por Endrick ter trombado com Cleiton quando a bola estava no ar, o atacante do Palmeiras teria cometido falta antes de sofrer o pênalti. Com isso, Sávio teria acertado mesmo que ‘sem querer’. Neste momento, Seneme faz uma analogia do lance ao personagem mexicano ‘Chaves’, que tinha como um dos bordões a frase: ‘foi sem querer, querendo’.

“É um lance que a comunicação não foi boa. A princípio, o Sávio acha que a bola bate na mão do atacante, mas não é, é do goleiro. Ou seja, não sendo a mão do atacante, o goleiro agarra o atacante. Só que, antes do agarrão, o jogador do Palmeiras vai de encontro ao goleiro”.

“Toda vez que o goleiro tem as duas mãos erguidas, ele tem sim uma proteção da regra de não ser tocado nesse momento. Então, quando o jogador do Palmeiras tromba nele, é para evitar que ele pegue a bola. Então, antes do pênalti, eu tenho uma infração. Então o árbitro, mais ou menos como o ‘Chaves’, num ‘sem querer, querendo’, acertou”.

Logo após a confusão, o técnico Abel Ferreira, que esbravejou à beira do gramado por conta do pênalti não marcado, foi penalizado com o cartão amarelo. Pendurado, o português não estará na Vila Belmiro, no próximo sábado (20), para o clássico diante do Santos.

“O que a gente espera é que os árbitros não façam gestos se eles não têm certeza. Ele faz um gesto de toque no braço, então, ele se comprometeu com algo que não existiu. Às vezes, o treinador toma o cartão amarelo por não entender essa comunicação do árbitro, o que ocorreu”, finalizou Seneme.

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