Candidatura da América do Sul conta com Chile, Uruguai, Paraguai e Argentina para sediar edição do centenário da Copa do Mundo
Nesta terça-feira (11), a Associação Paraguaia de Futebol (APF) inaugurou um complexo de alto rendimento para desenvolvimento do futebol feminino no país. O evento contou com as presenças dos presidentes da Conmebol, Alejandro Domínguez, e da Fifa, Gianni Infantino.
Ao longo do evento, Domínguez tomou a palavra para um discurso em que defendeu a candidatura da América do Sul, formada por Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, para sediar a Copa do Mundo de 2030.
O dirigente sul-americano adotou um certo tom saudosista para argumentar sobre os motivos corretos para a candidatura dos quatro países ser bem sucedida, lembrando do fato de o primeiro Mundial, em 1930, ter sido realizado no Uruguai.
“E eu creio que é digno, na realidade, que a própria Fifa leve adiante um gesto para honrar a memória daqueles, porque poderão haver estádios muito luxuosos, muito modernos e eles existem”, disse em determinado momento do discurso.
“Podemos até pensar que alguns países possam fazer uma réplica do Centenário, mas Centenário só há um no mundo. A história não se compra com o dinheiro. O luxo não faz história. O que nós podemos prometer ao mundo, presidente Infantino, é voltar às origens. E mostrar de onde o futebol nasceu e como se jogava”, completou.
Aplaudido por todos os dirigentes presentes no local, Domínguez ainda usou do bom humor para brincar com o mandatário da Fifa.
“Pode aplaudir um pouco mais forte, Infantino? (risos). De toda forma, quero agradecer sua presença, presidente Infantino. Os escritórios do futebol mundial estão em Zurique, mas este continente é a capital do futebol no mundo”, finalizou.
Até o momento, a candidatura sul-americana disputa com uma formada por três países da Uefa para sediar o torneio. Na última semana, a Ucrânia se juntou a Espanha e Portugal disputa para serem sedes da Copa de 2030.
A Copa do Mundo de 2022 começará em 20 de novembro no Qatar, enquanto o torneio de 2026 acontecerá em três países: Estados Unidos, Canadá e México.
Veja abaixo o discurso completo de Alejandro Domínguez:
“Se passará o tempo, e alguém, naturalmente, irá nos suceder. Mas não podemos deixar de lembrar de honrar a memória de quem nos sucedeu. Ao longo do tempo, lutamos sempre pelo mais bonito, o mais moderno. Mas no Mundial, há muitos anos, Jules Rimet e tantos outros sonharam em realizar esse torneio.
E um país como o Uruguai acreditou que poderia sediar um Mundial e construiu um estádio em tempo recorde com imigrantes. E conseguimos completar esse sonho. Se eles não tivessem sonhado, eu creio que os dirigentes não iriam conseguir compreender a magnitude que é um Mundial. A Fifa, a Uefa, a Conmebol e todas as outras associações, se eles (uruguaios) não tivessem realizado aquele campeonato.
E eu creio que é digno, na realidade, que a própria Fifa leve adiante um gesto para honrar a memória daqueles, porque poderão haver estádios muito luxuosos, muito modernos e eles existem. Podemos até pensar que alguns países possam fazer uma réplica do Centenário, mas Centenário só há um no mundo. A história não se compra com o dinheiro. O luxo não faz história.
O que nós podemos prometer ao mundo, presidente Infantino, é voltar às origens. E mostrar de onde nasceu e como se jogava. Eu lhe convido a fazer uma Copa do Mundo como se fez há 100 anos em 2030, com as mesmas histórias. Não lutar pelo luxo, mas voltar à essência. A América do Sul e os quatro países estão prontos para sediar a Copa do Mundo de 2030.
Pode aplaudir um pouco mais forte, Infantino? (risos). De toda forma, quero agradecer sua presença, presidente Infantino. Os escritórios do futebol mundial estão em Zurique, mas este continente é a capital do futebol no mundo”
