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São Paulo e Palmeiras empatam com pênalti anulado pelo VAR, e decisão da semi fica para o Allianz Parque

O primeiro confronto entre São Paulo e Palmeiras pela semifinal do Campeonato Paulista terminou empatado, na noite deste sábado, no Morumbi. O zero a zero no placar não refletiu o que as equipes fizeram em campo. Nem mesmo a polêmica com o uso do VAR, o árbitro de vídeo, que anulou a marcação de um pênalti para os alviverdes.

O lance foi aos 37 minutos do primeiro tempo. Dudu caiu na grande área após receber um toque de Reinaldo. O árbitro Vinícius Forlan marcou a penalidade com convicção. No entanto, após quatro minutos (isto é, aos 41), ele anulou a marcação ao rever o lance em uma tela do lado do campo.

Fora a decisão polêmica, a primeira partida entre São Paulo e Palmeiras teve outros atrativos, especialmente na etapa inicial. Como bolas na trave, chapéus de ambos os lances e boas defesas dos goleiros, especialmente de Tiago Volpi ao espalmar um chute dado por Dudu ainda no primeiro tempo (veja mais abaixo).

O empate deixa o confronto em aberto para o próximo domingo, quando os times voltam a se encontrar, às 16h (de Brasília), no Allianz Parque. Novo empate fará que o finalista seja conhecido na decisão por pênaltis. Quem vencer, ficará com a vaga.

O clássico deste domingo marcou também a despedida do técnico interino Vagner Mancini, que voltará a trabalhar como coordenador de futebol. A partir de terça-feira Cuca começará a trabalhar como treinador. Inclusive, ele comandará o time tricolor na partida no Allianz Parque.

Com Mancini, o São Paulo somou três vitórias, quatro empates e duas derrotas.

Confira abaixo tudo o que aconteceu neste sábado de Choque Rei:

Olha o Pato aí

Antes de a bola rolar, o atacante Alexandre Pato, 29, subiu ao gramado do Morumbi e fez uma saudação especial aos torcedores tricolores. Ele assistiu o clássico em um camarote com a diretoria do futebol e o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

Pato foi contratado na última quarta-feira e apresentado na sexta, mesmo dia que já começou a treinar.

Defesa poupada

Pelo terceiro jogo consecutivo, o São Paulo repetiu a mesma escalação, com Hudson na lateral direita e o trio de garotos Luan, Liziero e Igor Gomes no meio de campo. As pontas ofensivas ficaram com Antony e Everton Felipe, cabendo a Pablo jogar mais centralizado no ataque.

O técnico Vagner Mancini tinha duas poderia fazer mudanças. Uma delas aproveitar o retorno do Arboleda para a zaga --o equatoriano se ausentou dos dois últimos jogos para defender a seleção de seu país-- e a outra Nenê, que voltou a ficar disponível após 30 dias tratando um trauma no joelho esquerdo.

Se Mancini não mexeu porque não quis, Felipão sim. O técnico palmeirense já havia dito que trocaria quatro nomes e foi o que fez. Jogou com a defesa do time reserva: Marcos Rocha, Antônio Carlos, Edu Dracena e Victor Luís. Em todas as outras posições, o treinador utilizou titulares.

VAR

Novidade na fase final do Paulistão, o VAR, sigla para árbitro de vídeo, foi acionado logo nos minutos finais, aos 2. A arbitragem conferiu se o zagueiro Bruno Alves usou força excessiva e também o braço no rosto de Deyverson para fazer um desarme pelo alta.

Apesar de a partida ter parado por quase um minuto, nada além da falta foi marcado.

O recurso voltaria a ser usado...

Finalizações

O primeiro tempo foi de muita marcação, alguns lances nervosos (como uma falta de Antony por trás em Felipe Melo e depois o revide do volante palmeirense), outros bonitos (caso do chapéu de Scarpa em Reinaldo e depois o troco do lateral no meia, e outro chaéu de Dudu) e ainda teve finalizações perigosas. Faltou só o gol.

A primeira grande tentativa foi aos 14, quando Everton Felipe bateu de fora da área e a bola quase entrou no ângulo da meta de Weverton. Depois, aos 22, Dudu encheu o pé da intermediária e acertou o travessão da baliza são-paulina.

Cinco minutos depois foi a vez do São Paulo carimbar o travessão. Dessa vez em cabeçada de Pablo, na pequena área, após cruzamento de Liziero.

Mais dois bons lances foram criados antes do intervalo. Aos 32, Dudu recebeu na ponta da área, cortou para a esquerda e chutou. Volpi espalmou. Dois minutos depois, Pablo chutou após cruzamento de Hudson e a bola passa com perigo rente ao gol de Weverton.

Pênalti? Nada disso.

O lance que marcou o primeiro tempo foi aos 37. Dudu invadiu a área e, em disputa com Reinaldo, acabou caindo. O árbitro Vinícius Furlan apito penalidade máxima sem ter qualquer dúvida. Acabou cercado pelos são-paulinos e, avisando pelos operadores do VAR, decidiu consultar o vídeo.

Aos 41, quatro minutos depois de tomar a decisão, ele decidiu anular a penalidade ao rever o lance. Os torcedores no Morumbi explodiram como se tivesse saído um gol. Já os jogadores do Palmeiras ficaram irritados e coube a Felipão pedir calma, cabeça no lugar.

Mudança e gol anulado

O São Paulo teve uma mudança na volta do intervalo, com a entrada de Arboleda no lugar de Anderson Martins. A ideia de Mancini era ter alguém mais próximo de Dudu na marcação. Deu certo no início. Aliás, tempo em que o time tricolor acelerou seu jogo.

O bom momento até teve rede balançando, mas a arbitragem anulou o gol de Bruno Alves, aos 7 minutos. Isso porque o zagueiro tricolor fez falta em Marcos Rocha ao subir para cabecear a bola após cobrança de escanteio de Igor Gomes.

Ficha técnica

SÃO PAULO 0X0 PALMEIRAS
CAMPEONATO PAULISTA 2019 - SEMIFINAL
DATA:
sábado, 30 de março de 2019
HORÁRIO: 18h (de Brasília)
LOCAL: Estádio Cícero Pompeu de Toledo, em São Paulo (SP)
PÚBLICO: 43.202 presentes
RENDA: R$ 1.809.853,00
ÁRBITRO: Vinicius Furlan
ASSISTENTES: Marcelo Carvalho Van Gasse e Danilo Ricardo Simona Manis
CARTÃO AMARELO: Arboleda, Hudson, Liziero e Luan (SPO); Felipe Melo, Gustavo Scarpa, Marcos Rocha e Victor Luís (PAL)

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Hduson, Bruno Alves, Anderson Martins (Arboleda) e Reinaldo; Luan, Liziero e Igor Gomes (Nenê); Antony, Pablo e Everton Felipe (Éverton). Técnico: Vagner Mancini

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha (Mayke), Antônio Carlos, Edu Dracena e Victor Luís (Diogo Baborsa); Felipe Melo, Bruno Henrique e Ricardo Goulart (Lucas Lima); Gustavo Scarpa, Dudu e Deyverson. Técnico: Luiz Felipe Scolari